Neste Ano da Oração rumo ao Jubileu de 2025, hoje recordamos da catequese do Papa de 12 de maio de 2021, em que Francisco fala de uma característica do ato de rezar: “A oração certamente concede uma grande paz, mas através de uma luta interior, por vezes dura, que pode acompanhar até longos períodos da vida. Rezar não é algo fácil e por isso fugimos da oração”.
Nenhum dos grandes orantes que encontramos na Bíblia e na História da Igreja teve uma oração cômoda.
Em certos períodos, é uma dura luta manter-se fiel aos tempos e aos compromissos da oração. Os piores inimigos da oração encontram-se dentro de nós mesmos, e o Catecismo os descreve assim: «desânimo na aridez; tristeza por não dar tudo ao Senhor, porque temos “muitos bens”; decepção por não sermos atendidos segundo a nossa própria vontade; o nosso orgulho ferido que se endurece perante a nossa indignidade de pecadores; alergia à gratuitidade da oração».
“Eu vi isto: a oração faz milagres, porque a oração vai direto ao centro da ternura de Deus que nos ama como um pai. E quando Ele não nos concede uma graça, nos dará outra que veremos a seu tempo. Mas é sempre preciso lutar em oração para pedir uma graça. Sim, por vezes pedimos uma graça de que precisamos, mas a pedimos assim, sem querer, sem lutar; não é assim que se pedem coisas sérias. A oração é uma batalha e o Senhor está sempre conosco.”
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