Cresce o número de casos graves, e especialistas cobram leis mais duras e responsabilidade dos tutores
O Brasil volta a ser palco de tragédias envolvendo ataques de cães da raça pitbull. Casos recentes, muitos deles com vítimas fatais ou ferimentos gravíssimos, reacenderam o debate nacional sobre responsabilidade dos tutores, falhas na legislação e a urgência de medidas mais rígidas para evitar novas ocorrências.
Embora a raça não seja proibida no país, especialistas alertam: o problema não está no animal, mas na negligência de quem cria.
O QUE DIZ A LEI
Atualmente, o Brasil não possui uma lei federal específica para a criação de pitbulls. No entanto, o tutor pode responder criminalmente por:
Omissão de cautela na guarda do animal
Lesão corporal
Homicídio culposo, em caso de morte
Além de indenizações cíveis às vítimas
Estados e municípios tentam suprir a lacuna com leis próprias, exigindo uso de focinheira, guia curta e responsabilização direta do dono — mas a fiscalização ainda é falha.
PRESSÃO POR PENAS MAIS DURAS
Juristas e parlamentares defendem mudanças urgentes: ✔️ Criação de uma lei federal unificada
✔️ Penas mais severas em caso de ataque
✔️ Cadastro nacional de cães de grande porte
✔️ Curso obrigatório para tutores
✔️ Seguro de responsabilidade civil
Projetos tramitam no Congresso, mas avançam lentamente.
RESPONSABILIDADE É DO DONO
Veterinários e adestradores reforçam:
➡️ Pitbull não nasce agressivo.
➡️ O comportamento é reflexo da criação.
Entre os principais erros estão:
Falta de adestramento
Criação em ambientes inadequados
Ausência de guia e focinheira
Incentivo à agressividade
Falta de vigilância
ALERTA À SOCIEDADE
Os ataques colocam em xeque não apenas a criação de cães de grande porte, mas também a ausência de políticas públicas eficazes. Especialistas alertam: sem leis mais rígidas e fiscalização real, novas tragédias continuarão acontecendo.
“Não é um problema de raça. É um problema de responsabilidade”, afirmam especialistas.
Reportagem: Marcelo Rodrigues






