Líderes da bancada evangélica e da bancada católica no Congresso Nacional protocolaram uma representação contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói após o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O motivo da reação foi a forma como evangélicos e cristãos foram retratados na avenida, aparecendo simbolicamente em “latas de conserva”. Parlamentares classificaram a representação como ofensiva e preconceituosa, argumentando que a encenação desrespeitou milhões de fiéis em todo o país.
Segundo os congressistas, a manifestação artística ultrapassou os limites da crítica política e atingiu diretamente a liberdade religiosa. A representação pede apuração dos fatos e eventual responsabilização, sustentando que houve tratamento discriminatório contra grupos religiosos.
Nos bastidores de Brasília, colaboradores do presidente já admitem que o episódio provocou desgaste junto ao eleitorado cristão — considerado estratégico em qualquer disputa nacional. A avaliação interna é de que o desfile pode ter causado um prejuízo político desnecessário, ampliando tensões com segmentos religiosos que vinham sendo alvo de aproximação por parte do governo.
A direção da escola ainda não se manifestou oficialmente sobre a representação. O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade artística, crítica política e respeito à fé, colocando novamente o Carnaval no centro de uma discussão que ultrapassa a avenida e alcança o cenário político nacional.
Reportagem: Marcelo Rodrigues


