Passada a euforia da festa, a folia do São Gonçalo Fest, a emoção do desfile cívico, como podemos caracterizar São Gonçalo nesses 135 anos? Vamos aos fatos, vamos às ruas, vamos ao que de fato importa, o povo, o voto, o peso político.
Na primeira eleição que Capitão Nelson ganhou, ele foi o terceiro colocado no primeiro turno, com um descuido de Dejorge, ele foi para o segundo turno em segundo lugar. Em uma campanha acirrada passou Dimas Gadelha com uma diferença de quase 5 mil votos. Nelson entrou e prometeu recuperar a autoestima do gonçalense e recuperou, seu governo ganhou a aprovação das ruas, e algo que ninguém conhecia da época em que ele foi vereador, desabrochou o seu carisma. Capitão Nelson Ruas tem uma popularidade que é terrível para os adversários derrubarem e superarem.
São Gonçalo avançou em todos os setores: Educação, Saúde, Infraestrutura, Desenvolvimento, Investimentos e por aí vai… Mas vamos ao Calcanhar de Aquiles, a barricadas. Uma frase dita por acaso, em uma calçada, ainda na campanha do primeiro mandato, em uma calçada no Alcântara, passou ser a grande arma da oposição: “vamos acabar com a p..a toda”. Só que essa tarefa cabe ao estado e não a prefeitura, porém a guarda municipal que é de responsabilidade da prefeitura foi considerada uma das melhores do país, para desespero da oposição.
São Gonçalo recuperou a autoestima e ganhou respeito da comunidade política, a cidade dormitório acordou e se fez ouvir, qualquer decisão política no Estado do Rio de Janeiro hoje tem que passar por São Gonçalo e o sobrenome nome Ruas hoje tem um peso político gigante.
Em uma eleição que a cada 10 votos, 8 foi para a chapa do Capitão, não tem como negar a força política que brotou do lado de cá da Bahia de Guanabara.
Reportagem: Marcelo Rodrigues


