Itaboraí, São Gonçalo, Maricá, Tanguá e outros municípios resistem ao avanço das milícias na Região Metropolitana do Rio

Rio de Janeiro

A atuação de grupos milicianos continua sendo uma das maiores preocupações de segurança pública no estado do Rio de Janeiro. Organizações criminosas têm ampliado seu domínio territorial e econômico, aterrorizando moradores e comerciantes ao controlar serviços essenciais e impor regras baseadas no medo.

Esses grupos faturam alto ao explorar atividades que deveriam ser garantidas à população. Entre os principais negócios ilegais estão a venda de gás, o fornecimento de água, a oferta de internet clandestina e a cobrança de taxas de funcionamento para comerciantes locais. Na prática, moradores acabam obrigados a pagar por serviços controlados pelos criminosos, muitas vezes sem qualquer alternativa.

Uma das estratégias utilizadas pelos milicianos envolve o uso de profissionais especializados para montar verdadeiras centrais de internet clandestina. Com isso, eles conseguem impedir a atuação de empresas legalizadas e eliminar qualquer concorrência, deixando a população refém de um único fornecedor controlado pelo crime.

A expansão dessas atividades tem preocupado autoridades em cidades da Região Metropolitana, como Itaboraí, Tanguá, São Gonçalo e Maricá. Nos últimos anos, esses municípios intensificaram ações de combate a essas organizações que, segundo denúncias, utilizam intimidação e violência para manter o controle sobre comunidades inteiras.

O método de atuação é marcado pela imposição do medo. Moradores relatam que qualquer tentativa de questionamento pode resultar em agressões, ameaças ou até mesmo assassinatos. A regra imposta pelos grupos é simples e cruel: ou a população aceita as condições impostas, ou é obrigada a deixar a região.

Além da violência física, especialistas apontam que os milicianos também utilizam estratégias de manipulação social. Em alguns casos, tentam colocar parte da população contra autoridades públicas e instituições, buscando criar um ambiente de desinformação que favoreça a consolidação de seu poder.

Historicamente, áreas da zona oeste da capital fluminense e partes da Baixada Fluminense já convivem com forte presença de milícias. O temor agora é que esse modelo de dominação avance para outros municípios da Região Metropolitana.

Para autoridades e lideranças locais, é fundamental impedir que cidades como Itaboraí, São Gonçalo, Maricá e Tanguá se tornem novos territórios dominados por essas organizações. O combate às chamadas “milícias convencionais” e também às chamadas “milícias digitais” é visto como essencial para garantir segurança, liberdade econômica e o direito da população de viver sem medo. ⚖️🚔

Reportagem: Marcelo Rodrigues

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