No Brasil, é comum que detentos tenham seus cabelos raspados ao ingressar no sistema prisional. Essa prática, conhecida como “máquina zero”, foi aplicada a figuras como Eike Batista e Daniel Vorcaro. As autoridades justificam a medida por motivos de higiene, visando prevenir infestações de piolhos e sarna em celas lotadas. Contudo, críticos afirmam que o verdadeiro propósito é despersonalizar o indivíduo, retirando sua identidade e status.
Essa imposição tem sido contestada por políticos de esquerda, como a deputada Renata Souza (PSOL-RJ), que buscou proibir o corte compulsório. Ela argumenta que a raspagem forçada constitui uma humilhação desnecessária e uma agressão à imagem do preso, pois o cabelo não representa risco à segurança.
Apesar da Lei de Execução Penal (LEP) ser federal, a administração dos presídios é de competência estadual. Santa Catarina é frequentemente apontada como o estado com o sistema prisional mais rigoroso, aplicando o “procedimento” de forma estrita. Já o Rio de Janeiro adotou uma postura mais flexível nesse aspecto, influenciado por pressões políticas e decisões judiciais, incluindo aquelas ligadas à pauta da deputada Renata Souza.
Fonte: Investi Brasil
Equipe RCNEWS


