O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento do inquérito que apurava se a ex-deputada Carla Zambelli teria cometido crimes ao deixar o Brasil após condenação relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A decisão seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República, que avaliou não haver elementos suficientes para apresentação de denúncia.
A investigação analisava possíveis práticas de coação no curso do processo e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. O procedimento foi instaurado depois que Zambelli deixou o país, em junho de 2025, logo após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo. Na ocasião, ela declarou que buscaria apoio de autoridades estrangeiras para questionar decisões da Corte.
Durante a apuração, a Polícia Federal examinou publicações em redes sociais, movimentações financeiras, incluindo doações via Pix, e eventuais contatos com autoridades no exterior. No relatório final, a corporação concluiu que, embora tenham existido declarações com intenção de influenciar agentes estrangeiros, não foram identificadas ações concretas capazes de interferir em processos no Brasil.
Carla Zambelli já foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal. Na primeira decisão, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, em associação com Walter Delgatti Neto. Após essa condenação, deixou o país e foi presa na Itália em julho, em ação conjunta entre autoridades brasileiras e italianas. Em outro julgamento, foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Equipe RCNEWS.


