“Esse ato constituirá um ato cismático, e a adesão formal ao cisma constitui uma grave ofensa contra Deus e acarreta a excomunhão estabelecida pela lei da Igreja”, disse o cardeal Fernández sobre o plano da organização tradicionalista.
A breve declaração do cardeal citou a carta Ecclesia Dei, do papa são João Paulo II, que o papa polonês escreveu pouco depois da ordenação ilícita de quatro bispos pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X, conferida pelo arcebispo Marcel Lefebvre, fundador da FSSPX, em junho de 1988.
Fernández disse que o Santo Padre “continua em suas orações pedindo ao Espírito Santo que ilumine os líderes da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X para que reconsiderem a gravíssima decisão que tomaram”.
Segundo o direito canônico, um bispo que consagra outro bispo sem mandato papal e a pessoa que recebe essa consagração incorrem em excomunhão automática.
A FSSPX declarou sua intenção de prosseguir com consagrações episcopais ilícitas em seu seminário internacional em Écône, Suíça, em 1º de julho, desafiando os alertas da Santa Sé sobre cisma.
A decisão foi confirmada numa carta, de 18 de fevereiro, escrita pelo superior-geral da FSSPX, padre Davide Pagliarani, uma semana depois de seu encontro com Fernández em 12 de fevereiro, no qual a Santa Sé propôs um diálogo teológico estruturado para evitar a ruptura eclesial.
A FSSPX, que celebra exclusivamente a missa tridentina, mantém divergências doutrinais com decisões e reformas do Concílio Vaticano II, particularmente sobre a liberdade religiosa e à abordagem da Igreja em relação a outras religiões.
A data proposta de 1º de julho para as consagrações episcopais coincide com o aniversário da excomunhão, em 1988, de Lefebvre, fundador da FSSPX, por ter consagrado quatro bispos sem a permissão de Roma.
📌 Siga ACI Digital para mais conteúdo católico.


