REPORTAGEM ESPECIAL | RCNEWS

Rio de Janeiro

RODRIGO MEDEIROS LIDERA REAÇÃO CONTRA POSSÍVEL PEDÁGIO NA BR-101 E ASSUME DEFESA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO

Ex-prefeito de Tanguá e pré-candidato a deputado estadual, Rodrigo Medeiros se posiciona contra a possível implantação do sistema de cobrança Free Flow em trecho que impactaria diretamente moradores de Tanguá, Rio Bonito e Itaboraí.

A possível implantação de um novo modelo de cobrança de pedágio na BR-101, através do sistema Free Flow, tem provocado forte reação política e popular na região metropolitana e no interior fluminense. Entre as vozes mais contundentes contra a medida está a do ex-prefeito de Tanguá e atual pré-candidato a deputado estadual, Rodrigo Medeiros, que vem se posicionando publicamente em defesa da população que seria diretamente afetada.

Rodrigo Medeiros classificou a possibilidade como uma medida injusta e prejudicial para milhares de cidadãos que dependem diariamente da BR-101 para trabalhar, estudar, empreender, buscar atendimento médico e manter a integração econômica entre cidades historicamente irmãs.

“Não posso concordar com algo que irá afetar diretamente o povo da nossa região. São moradores, trabalhadores e estudantes prejudicados por uma iniciativa sem sentido. Tanguá, Rio Bonito e Itaboraí merecem respeito”, declarou Rodrigo em uma de suas manifestações públicas.

A mobilização ganhou força após sucessivas publicações do ex-prefeito, nas quais ele reafirma sua oposição ao projeto. Em outro posicionamento, Rodrigo foi ainda mais enfático:

“Sou contra qualquer medida que prejudique tanguaenses, itaboraienses e riobonitenses. Cidades irmãs, que possuem vínculos profundos e que terão seus moradores, empresários e comerciantes afetados, se essa iniciativa absurda for aprovada.”

O tema toca diretamente a realidade de milhares de famílias. Diferentemente de grandes centros onde alternativas viárias são mais amplas, a população da região depende fortemente da BR-101 como principal eixo de deslocamento diário. A implantação de uma cobrança recorrente pode representar aumento no custo de vida, encarecimento logístico para o comércio local e impacto direto no orçamento de trabalhadores.

Rodrigo Medeiros também chamou atenção para o efeito econômico regional, alertando que a medida pode comprometer o desenvolvimento local e prejudicar a circulação entre municípios que mantêm forte integração comercial e social.

“Não acreditamos na viabilidade de mais uma praça de cobrança, independentemente da modalidade. Isso causaria impacto direto aos tanguaenses e também aos nossos irmãos itaboraienses e riobonitenses.”

Em um dos posicionamentos mais contundentes, Rodrigo chegou a defender alternativas de infraestrutura para impedir prejuízos à população.

“Se insistirem com o pedágio, iremos nos articular para construir uma ponte ligando Tanguá a Rio Bonito através de Basílio. Não permitiremos que morador nenhum seja prejudicado.”

A postura firme reforça a construção política de Rodrigo Medeiros como uma liderança regional conectada às pautas populares, especialmente em um momento em que o debate sobre mobilidade, infraestrutura e custo de vida ganha relevância no cenário fluminense.

O embate também projeta Rodrigo no cenário eleitoral de 2026, fortalecendo sua imagem como defensor dos interesses regionais e porta-voz das demandas da população.

ENTENDA O QUE É O PEDÁGIO FREE FLOW

O sistema Free Flow é um modelo moderno de cobrança eletrônica de pedágio que elimina as tradicionais praças físicas com cancelas.

Na prática, os veículos passam livremente por pórticos equipados com sensores e câmeras, sem necessidade de parada.

Funciona assim:

  • Veículos com TAG (como Sem Parar, ConectCar, Veloe e similares):
    A cobrança é automática, com débito direto na conta vinculada ao serviço.
  • Veículos sem TAG:
    As câmeras identificam a placa do veículo e o motorista precisa realizar o pagamento posteriormente dentro do prazo estipulado.

O modelo promete maior fluidez no trânsito, mas críticos apontam preocupação com a ampliação silenciosa da cobrança, especialmente em regiões onde a população depende intensamente das rodovias para deslocamentos diários.

Para moradores de Tanguá, Rio Bonito e Itaboraí, o receio é claro: que a praticidade tecnológica venha acompanhada de mais custos para quem já enfrenta dificuldades econômicas.

Reportagem Especial: Marcelo Rodrigues | RCNEWS
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