O último teste de Marrocos antes da estreia na Copa do Mundo deixou um recado claro para a Seleção Brasileira: o adversário merece respeito, mas também apresentou vulnerabilidades que podem ser exploradas por Carlo Ancelotti e sua comissão técnica.
No empate por 1 a 1 diante da Noruega, em amistoso realizado nos Estados Unidos, os marroquinos começaram a partida em ritmo avassalador. Com marcação alta, pressão intensa na saída de bola e rápidas transições ofensivas, a equipe africana dominou os primeiros minutos e abriu o placar com Brahim Díaz, empolgando a torcida que lotou as arquibancadas.
Durante os 20 minutos iniciais, a Noruega praticamente não conseguiu passar do meio de campo. O quarteto ofensivo formado por Brahim Díaz, Ounahi, Ezzalzouli e Saibari mostrou grande entrosamento, recuperando bolas rapidamente e criando sucessivas oportunidades de gol.
O apoio da torcida também chamou a atenção. A expectativa é de que os marroquinos repitam a grande mobilização na estreia diante do Brasil, transformando o ambiente em um fator importante para impulsionar a equipe.
Apesar do início impressionante, o panorama da partida mudou com o passar do tempo.
Após o forte desgaste físico provocado pela intensa pressão inicial, Marrocos reduziu o ritmo, recuou suas linhas e passou a oferecer mais espaços para a Noruega. Ainda assim, manteve sua principal arma: os contra-ataques rápidos, especialmente pelo lado direito, onde Hakimi e Brahim Díaz criaram diversas jogadas perigosas.
Esse modelo de jogo exige atenção especial da defesa brasileira, que apresentou dificuldades recentes quando precisou recompor rapidamente após perder a posse de bola.
Por outro lado, a reta final da partida revelou problemas importantes na estrutura defensiva marroquina.
Com a queda física da equipe, a Noruega assumiu o controle do jogo e encontrou espaços principalmente na entrada da área. A defesa africana passou a proteger excessivamente a região próxima ao goleiro Bono, deixando brechas para finalizações de média distância e infiltrações pelo centro.
Foi justamente em uma dessas jogadas que surgiu o gol de empate. Aos 30 minutos do segundo tempo, Martin Odegaard apareceu livre na entrada da área para concluir uma jogada construída por Oscar Bobb.
A partir daquele momento, a sensação era de que a Noruega estava mais próxima da virada do que Marrocos de marcar novamente.
A perda de intensidade ao longo dos 90 minutos ficou evidente. O time que encantou nos primeiros minutos terminou a partida pressionado e sofrendo para conter os ataques adversários.
O desempenho deixou lições importantes para o Brasil. Se por um lado Marrocos demonstrou qualidade técnica, velocidade e força ofensiva, por outro mostrou dificuldades para manter o mesmo nível de intensidade durante toda a partida e vulnerabilidade na proteção da entrada da área.
Esses elementos certamente já estão sendo analisados pela comissão técnica brasileira. O coordenador técnico Juan acompanhou o amistoso de perto ao lado de integrantes da Seleção e agora trabalha na preparação para a estreia.
Brasil e Marrocos se enfrentam no próximo sábado, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida promete ser um dos confrontos mais aguardados da fase inicial do torneio.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
RCNEWS – Informação que Edifica



