Neste 10 de junho, a Igreja recorda o Santo Anjo da Guarda de Portugal, também conhecido como Anjo da Paz, da Pátria e da Eucaristia. Suas três aparições aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, em 1916, prepararam espiritualmente o caminho para as célebres aparições de Nossa Senhora de Fátima, ocorridas no ano seguinte.
As manifestações do Anjo fazem parte do chamado ciclo angélico da Mensagem de Fátima e representam um profundo convite à oração, à reparação dos pecados e à adoração de Jesus Cristo presente na Santíssima Eucaristia.
A primeira aparição: o Anjo da Paz
Na primavera de 1916, enquanto pastoreavam o rebanho na Loca do Cabeço, em Fátima, os três pequenos videntes contemplaram um jovem de extraordinária beleza, “mais branco que a neve”, aparentando cerca de 14 ou 15 anos.
O Anjo apresentou-se dizendo:
“Não temais. Sou o Anjo da Paz.”
Em seguida, ensinou-lhes uma oração que se tornaria uma das mais conhecidas da espiritualidade de Fátima:
“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.”
Após rezarem com o rosto por terra, o Anjo acrescentou:
“Orai assim. Os Corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas súplicas.”
A segunda aparição: o Anjo de Portugal
Durante o verão daquele mesmo ano, as crianças brincavam no Poço do Arneiro, junto à casa de Lúcia, quando o Anjo voltou a aparecer.
Com tom firme, exortou os pequenos:
“Que fazeis? Orai, orai muito. Os Santíssimos Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia.”
Foi então que revelou sua identidade:
“Eu sou o Anjo da Guarda de Portugal.”
A mensagem reforçava a importância da oração constante e do oferecimento de sacrifícios pela conversão dos pecadores.
A terceira aparição: o Anjo da Eucaristia
No outono de 1916, novamente na Loca do Cabeço, ocorreu a mais impressionante das três aparições.
Enquanto as crianças rezavam, o Anjo surgiu trazendo um cálice e uma Hóstia da qual caíam gotas de Sangue dentro do cálice.
Após ensinar uma profunda oração de adoração à Santíssima Trindade e de reparação pelos ultrajes cometidos contra Jesus na Eucaristia, o Anjo distribuiu a Sagrada Comunhão: entregou a Hóstia à Lúcia e o Cálice a Francisco e Jacinta.
Antes de desaparecer, pronunciou palavras que permanecem como um dos maiores chamados à reparação eucarística:
“Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.”
Um convite permanente à oração
As aparições do Santo Anjo da Guarda de Portugal revelam a centralidade da Eucaristia, da adoração, da reparação e da conversão na vida cristã.
Muito antes da chegada de Nossa Senhora de Fátima, Deus preparava aqueles pequenos pastores para a grande missão que receberiam, ensinando-lhes que a verdadeira paz nasce da oração, da penitência e da união com Jesus Cristo.
Neste dia 10 de junho, os fiéis são convidados a renovar sua confiança na proteção dos santos anjos e a viver com maior fervor a devoção ao Santíssimo Sacramento.
Oração
Santo Anjo da Guarda de Portugal, Anjo da Paz e da Eucaristia, intercedei por nós para que sejamos fiéis adoradores de Jesus Cristo presente no Santíssimo Sacramento. Ensinai-nos a reparar os pecados do mundo, fortalecer nossa fé e permanecer unidos aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Rogai pela Igreja, por Portugal, pelo Brasil e por todas as nações. Amém.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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