Por Marcelo Rodrigues
A repercussão do caso envolvendo a pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, ganhou um novo desdobramento. A imobiliária responsável pelo apartamento onde ela residia, localizado em um condomínio no bairro Cabral, em Contagem (MG), decidiu rescindir o contrato de locação e solicitou a desocupação imediata do imóvel.
A decisão foi tomada após a ampla divulgação do episódio, registrado por câmeras de segurança do condomínio e acompanhado por diversos moradores.
Relembre o caso
Segundo relatos, um entregador de móveis realizava a entrega de um sofá quando constatou que o móvel não passava pelo elevador do prédio, sendo necessário transportá-lo pelas escadas.
O entregador, que é Policial Rodoviário Federal e fazia o frete como favor a uma amiga proprietária de uma loja de móveis, afirmou que explicou a situação à cliente.
De acordo com testemunhas, Renata Vieira teria reagido de forma exaltada, iniciando uma discussão que evoluiu para agressões verbais e físicas. As imagens das câmeras de segurança mostram parte da confusão nas áreas comuns do condomínio.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o relato de moradores de que a pré-candidata teria tentado conduzir alguns homens presentes para locais sem monitoramento por câmeras. Uma moradora chegou a se oferecer para acompanhá-la, mas, segundo testemunhas, a proposta foi recusada.
Consequências
Após a grande repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa, a imobiliária optou por rescindir o contrato de locação do imóvel.
Até o fechamento desta reportagem, Renata Vieira e a direção do Partido Liberal (PL) não haviam se manifestado sobre o caso, apesar de terem sido procurados pela imprensa. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos e manifestações.
O episódio continua repercutindo e levantando debates sobre respeito aos profissionais de serviços, convivência em condomínios e a responsabilidade pública de pessoas que exercem ou pretendem exercer cargos políticos.


