Por Marcelo Rodrigues
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem em vídeo ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A gravação foi exibida neste sábado (25), durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada na Arena Pacaembu, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto.
Na mensagem, Netanyahu parabenizou o candidato e destacou a relação construída entre ambos ao longo dos últimos anos.
“Flávio, meu amigo. Quero parabenizá-lo pelo lançamento da sua campanha. Você é um grande defensor do Brasil, um grande defensor das relações entre os nossos povos, e sei que levará o Brasil a patamares cada vez mais altos”, afirmou o premiê israelense.
Flávio Bolsonaro e Benjamin Netanyahu estiveram reunidos em Jerusalém, em janeiro de 2026, durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, evento que reuniu lideranças políticas de diversos países.
Durante a campanha, Flávio já declarou que, caso seja eleito presidente da República, pretende transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A proposta retoma uma iniciativa defendida anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que acabou não sendo implementada. À época, a possibilidade gerou reações de representantes do agronegócio e de setores das Forças Armadas, preocupados com eventuais impactos diplomáticos e comerciais.
A aproximação entre Flávio Bolsonaro e o governo israelense ocorre em um contexto de tensão diplomática entre Brasília e Tel Aviv. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito críticas à atuação militar de Israel na Faixa de Gaza, chegando a comparar a ofensiva ao Holocausto e classificando as ações israelenses como um “genocídio” e uma “tentativa de extermínio do povo palestino”.
Em resposta às declarações de Lula, o governo de Israel declarou o presidente brasileiro persona non grata em fevereiro de 2024, aprofundando o desgaste nas relações entre os dois países.
A mensagem de Netanyahu foi um dos momentos de maior repercussão da convenção do PL e reforçou o alinhamento político e diplomático entre o governo israelense e lideranças ligadas ao campo conservador brasileiro.
Fonte: Metrópoles.


