Por Marcelo Rodrigues
O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (5) a agenda da primeira viagem apostólica do papa Leão XIV à América do Sul. A visita oficial ocorrerá entre os dias 6 e 17 de novembro e contemplará três países: Uruguai, Argentina e Peru. O Brasil, maior país católico do mundo, não foi incluído no itinerário desta etapa da viagem.
A programação foi definida após convites feitos pelos chefes de Estado e pelas autoridades eclesiásticas dos países que receberão o Santo Padre. A expectativa é de que a visita fortaleça os laços da Santa Sé com a Igreja na América do Sul e incentive a evangelização, a promoção da paz e o diálogo entre os povos.
Um dos momentos mais simbólicos da viagem será a passagem pelo Peru, país considerado a “pátria adotiva” de Leão XIV. Antes de ser eleito sucessor de São Pedro, o pontífice dedicou décadas de sua vida missionária ao povo peruano, atuando como sacerdote, missionário e bispo. O retorno representa um reencontro com a comunidade onde construiu grande parte de sua trajetória pastoral.
Na Argentina, a visita também possui forte significado histórico. A viagem atende a um desejo manifestado pelo papa Francisco, que, durante todo o seu pontificado, não conseguiu retornar ao seu país natal. Além disso, será a primeira visita de um papa ao território argentino em 39 anos. A última ocorreu em 1987, quando São João Paulo II realizou sua histórica peregrinação ao país.
O roteiro inclui ainda o Uruguai, reforçando a presença da Igreja Católica na região e aproximando o pontífice das comunidades locais.
A ausência do Brasil na agenda gerou repercussão entre fiéis e observadores da Igreja. Embora não haja explicação oficial para a decisão, analistas avaliam que novas viagens internacionais poderão ser anunciadas futuramente, incluindo uma possível visita ao território brasileiro.
A viagem de Leão XIV será acompanhada de perto pelos católicos de todo o mundo e deverá marcar um dos momentos mais importantes do início de seu pontificado, reforçando sua proximidade com os povos latino-americanos e sua missão de conduzir a Igreja em tempos de grandes desafios.


