Decisão foi comunicada ao PL; ex-governador pretende dedicar-se à advocacia e à defesa nos processos e investigações envolvendo seu nome
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) não pretende mais disputar cargos públicos. A decisão foi comunicada à direção do Partido Liberal e confirmada por sua assessoria. Com isso, Castro deve se afastar das urnas e concentrar seus esforços na advocacia e na própria defesa jurídica.
Segundo as informações divulgadas, o ex-governador pretende abrir um escritório de advocacia após as eleições deste ano. Ele também continuará colaborando com o PL na articulação política junto a prefeitos do interior fluminense, mas sem a intenção, ao menos neste momento, de voltar a concorrer a cargos eletivos. “R7” (https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/claudio-castro-diz-ao-pl-que-nao-pretende-mais-disputar-novos-cargos-publicos-24082026/)
Castro já havia desistido da candidatura ao Senado nas eleições de 2026 depois de ser alvo de operações da Polícia Federal. Na ocasião, declarou que precisava dedicar mais tempo à defesa diante das acusações e investigações envolvendo seu nome.
INVESTIGAÇÕES SOBRE O BANCO MASTER
Um dos principais procedimentos apura aplicações realizadas pelo Rioprevidência, fundo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, em produtos financeiros ligados ao Banco Master, então controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal investiga se houve irregularidades na destinação dos recursos e quais critérios foram utilizados para autorizar os investimentos. Castro governava o Estado do Rio de Janeiro no período em que os aportes foram realizados. A corporação, entretanto, não detalhou publicamente as suspeitas individualizadas contra cada um dos alvos. “Congresso em Foco” (https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/119165/claudio-castro-e-alvo-da-pf-por-aplicacoes-do-rioprevidencia-no-master)
OPERAÇÃO SEM REFINO
O ex-governador também foi alvo da Operação Sem Refino, que investiga um suposto favorecimento à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A apuração envolve suspeitas relacionadas à concessão de licenças ambientais, além de possíveis crimes financeiros, fiscais e contra a ordem econômica.
Em agosto, Castro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão em uma nova fase da operação. A Polícia Federal apura se licenças teriam sido concedidas contrariando orientações de órgãos técnicos para beneficiar a refinaria. “Folha de S.Paulo” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/claudio-castro-e-alvo-de-buscas-pela-2a-vez-em-operacao-sobre-suspeitas-da-refit.shtml)
A defesa de Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades. Seus advogados afirmam que todos os atos praticados durante a gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
Com a decisão comunicada ao PL, Castro não apenas abandona a disputa pelo Senado, como também encerra, pelo menos por enquanto, qualquer projeto de retornar às urnas. Sua prioridade passará a ser a atuação profissional na advocacia e a defesa nos processos e investigações que envolvem seu nome.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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