FLÁVIO BOLSONARO APARECE NUMERICAMENTE À FRENTE DE LULA EM PESQUISA VERITÁ
Senador registra 38,9%, contra 38,4% do presidente; diferença de 0,5 ponto mantém os candidatos tecnicamente empatados
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um levantamento de intenção de voto para a Presidência da República.
A pesquisa do Instituto Veritá, divulgada no domingo, 6 de setembro, mostra Flávio com 38,9% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Lula aparece logo atrás, com 38,4%. A diferença entre os dois é de apenas 0,5 ponto percentual.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Flávio Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados. Portanto, o levantamento não permite afirmar que exista uma liderança consolidada do senador.
A pesquisa ganhou repercussão por ser a primeira, conforme destacou o Portal Leo Dias, a colocar Flávio numericamente à frente de Lula na disputa presidencial de 2026.
AUGUSTO CURY APARECE EM TERCEIRO
O escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, aparece na terceira colocação, com 12,2% das intenções de voto.
Ele é o único candidato, além de Flávio e Lula, a ultrapassar os 10% no cenário apresentado pelo Instituto Veritá.
Na sequência aparecem:
Flávio Bolsonaro (PL): 38,9%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 38,4%
Augusto Cury (Avante): 12,2%
Renan Santos (Missão): 3,7%
Ronaldo Caiado (PSD): 1,9%
Pablo Marçal (PRTB): 1,4%
Hertz Dias (PSTU): 0,4%
Edmilson Costa (PCB): 0,3%
Romeu Zema (Novo): 0,3%
Clariana Barão (DC): 0,3%
Samara Martins (UP): 0,2%
Entre os entrevistados, 1,1% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Outros 0,9% não souberam ou preferiram não responder.
EMPATE TÉCNICO
Embora Flávio Bolsonaro apareça 0,5 ponto à frente, a margem de erro significa que os percentuais reais dos dois candidatos podem variar dentro de intervalos que se sobrepõem.
O senador pode estar entre 36,9% e 40,9%, enquanto Lula pode variar entre 36,4% e 40,4%.
Essa sobreposição caracteriza o empate técnico. A posição numérica dos candidatos mostra o resultado obtido na amostra, mas não permite concluir estatisticamente que Flávio esteja efetivamente à frente no conjunto do eleitorado.
O cenário apresentado pelo Veritá confirma, entretanto, uma disputa polarizada entre o atual presidente e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
METODOLOGIA
O Instituto Veritá entrevistou 3.804 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 1º e 4 de setembro de 2026.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança informado é de 95%.
Isso significa que, se pesquisas com a mesma metodologia fossem realizadas repetidas vezes, a expectativa estatística é de que aproximadamente 95% delas apresentassem resultados dentro da margem indicada.
O levantamento foi financiado com recursos do próprio Instituto Veritá e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09426/2026.
RETRATO DO MOMENTO
Pesquisas eleitorais representam um retrato do período em que as entrevistas foram realizadas. Elas não funcionam como previsão definitiva do resultado das urnas.
Os números podem mudar em razão da campanha, dos debates, da propaganda eleitoral, de acontecimentos políticos e econômicos ou da avaliação dos candidatos pela população.
Levantamentos divulgados posteriormente por outros institutos apresentam percentuais diferentes, embora vários também indiquem uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
As pesquisas não devem ser comparadas diretamente sem considerar diferenças de metodologia, período de coleta, forma de entrevista, amostra e relação de candidatos apresentada aos eleitores.
O resultado do Veritá, contudo, representa um marco político para a campanha de Flávio Bolsonaro. Pela primeira vez no levantamento destacado, o candidato do PL aparece numericamente à frente do atual presidente, ainda que dentro da margem de erro.
Para Lula, o resultado reforça o desafio de recuperar eleitores e ampliar sua vantagem durante a reta final da campanha. Para Flávio, os números indicam crescimento de competitividade, mas não autorizam falar em liderança estatisticamente comprovada.
A disputa permanece aberta. O resultado efetivo somente será definido pelos eleitores nas urnas.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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