Deputado associa posicionamento eleitoral às bandeiras conservadoras e à defesa de medidas para os envolvidos nos atos de Brasília
Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS
O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) reafirmou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em publicações de outubro nas redes sociais, o parlamentar vinculou sua escolha à defesa de Deus, da família e da pátria, reforçando seu alinhamento com o candidato do PL.
O posicionamento aproxima duas bandeiras presentes em sua atuação política: os valores conservadores e a defesa de medidas em favor das pessoas que considera injustiçadas nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
APOIO EXPRESSO NO SEGUNDO TURNO
Publicações do perfil de Crivella, registradas por uma plataforma de acompanhamento político, mostram manifestações favoráveis a Flávio nos dias 6 e 7 de outubro. Em uma delas, o deputado declarou sua escolha para o segundo turno; em outra, reforçou o apoio ao presidenciável.
A defesa da família aparece como um dos fundamentos dessa posição. O parlamentar apresenta sua atuação pública vinculada à fé e aos valores que sustenta junto ao eleitorado conservador.
ATUAÇÃO CONCRETA SOBRE O 8 DE JANEIRO
A posição de Crivella sobre o tema também se traduziu em iniciativa legislativa. Ele é um dos autores do Projeto de Lei 2.162/2023, cuja proposta original previa anistia a participantes de manifestações de motivação política ocorridas a partir de 30 de outubro de 2022.
Em dezembro de 2025, a Câmara aprovou um substitutivo ao projeto voltado à redução de penas. A mudança é relevante: a proposta original de anistia e o texto aprovado pelos deputados não eram idênticos.
JUSTIÇA E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL
A expressão “injustiçados do 8 de janeiro” representa a avaliação política defendida por Crivella e por apoiadores dessas medidas. Ela não equivale a uma declaração judicial de inocência de todos os envolvidos.
Os atos de Brasília incluíram invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. O debate sobre penas e possíveis medidas legislativas envolve, portanto, a responsabilização individual e a proporcionalidade das punições.
Ao apoiar Flávio Bolsonaro, Crivella reafirma sua posição nesse debate e mantém a defesa da família entre as principais referências de sua atuação política.
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