A possível instalação de uma nova praça de pedágio na BR-101 voltou a acender o alerta entre moradores da Região Metropolitana e do Leste Fluminense. Um dos nomes que se posicionaram de forma contundente contra a medida foi o ex-prefeito de Tanguá, Rodrigo Medeiros, que fez um apelo público à mobilização popular diante do que considera mais um duro golpe no orçamento das famílias da região.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rodrigo Medeiros convocou moradores, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil para participarem da audiência pública marcada para esta quinta-feira, às 14h, no Shamá, onde será debatida a possível implantação do novo sistema de cobrança na rodovia.
Segundo Rodrigo, a criação de mais uma cobrança na BR-101 poderá trazer impactos diretos e severos para a população de municípios como Tanguá, Rio Bonito e Itaboraí, especialmente para trabalhadores que dependem diariamente da rodovia para se deslocar até seus empregos.
“Não podemos aceitar decisões que impactam diretamente a vida da população sem um debate amplo e transparente. Quem paga essa conta é o trabalhador, o comerciante, o cidadão comum.”
A preocupação também se estende ao comércio regional. Com custos logísticos mais altos, empresários e comerciantes temem aumento no preço de mercadorias, encarecimento de serviços e reflexos negativos na economia local.
A proposta tem provocado indignação entre moradores, que questionam a implementação de mais uma cobrança em uma rodovia que já convive com críticas relacionadas ao alto custo para os usuários, congestionamentos frequentes e desafios históricos de mobilidade.
Rodrigo Medeiros conhece de perto a realidade da região. Ex-prefeito de Tanguá, onde comandou a cidade por cinco anos, deixou o cargo com forte reconhecimento popular e segue sendo apontado como uma das lideranças políticas mais carismáticas do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, Rodrigo Medeiros é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).
O movimento contra o novo pedágio ganha força justamente pela preocupação com o impacto social e econômico que a medida poderá gerar. Para muitos moradores, o temor é de que o custo adicional se transforme em mais um peso permanente no orçamento de quem já enfrenta dificuldades diárias para se locomover e manter suas atividades econômicas.
A audiência pública desta quinta promete ser decisiva para medir a força da mobilização popular contra a proposta.
Reportagem especial: Marcelo Rodrigues | RCNEWS


