NOVE ANOS SEM MARINA MAGGESSI: O LEGADO DE UMA PIONEIRA DA POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro

Nesta data, completam-se nove anos da morte da inspetora Marina Maggessi, uma das figuras mais marcantes da história recente da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Primeira mulher a chefiar a Coordenadoria de Inteligência da corporação, Marina deixou um legado de coragem, determinação e dedicação ao serviço público.

Marina Maggessi faleceu aos 58 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos, após permanecer internada por dois dias no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela realizava tratamento para uma doença renal e enfrentava problemas de saúde nos últimos anos de vida.

Sua morte ocorreu justamente em um momento de recomeço profissional. Afastada das atividades operacionais em razão de um processo administrativo iniciado em 2007, Marina estava prestes a retornar ao trabalho que tanto amava. Em 11 de maio de 2017, apenas dois meses antes de sua morte, todas as acusações contra ela foram arquivadas, permitindo que retomasse sua trajetória na corporação.

Ao longo de 27 anos de carreira na Polícia Civil, Marina participou de importantes operações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Entre os casos de maior repercussão esteve sua atuação na prisão de traficantes conhecidos como Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, e José Roberto da Silva Filho, o Robertinho de Lucas.

Antes de assumir a Coordenadoria de Inteligência, Marina também comandou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), tornando-se referência no enfrentamento ao narcotráfico e na investigação policial.

Além da carreira policial, Marina era formada em Jornalismo, embora nunca tenha exercido a profissão. Em 2006, ingressou na vida política ao ser eleita deputada federal com mais de 55 mil votos. No entanto, optou por não disputar a reeleição, afastando-se da política após o mandato.

Em 2008, lançou o livro autobiográfico “Dura na Queda”, obra em que compartilha experiências vividas ao longo de sua trajetória pessoal e profissional, marcada por desafios e conquistas.

Nove anos após sua partida, Marina Maggessi permanece viva na memória daqueles que acompanharam sua atuação e reconheceram sua contribuição para a segurança pública fluminense. Sua história simboliza a dedicação de homens e mulheres que diariamente colocam suas vidas a serviço da sociedade.

Embora o tempo passe e as homenagens se tornem menos frequentes, recordar figuras como Marina Maggessi é preservar a memória daqueles que enfrentaram riscos, desafios e sacrifícios em defesa da população.

Eternamente honrada. Nunca esquecida.

Redação RCNEWS

Informação com responsabilidade cristã.

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