Funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), localizado no bairro Colubandê, em São Gonçalo, ameaçam cruzar os braços e suspender os atendimentos na unidade. O motivo da mobilização é o atraso no pagamento dos salários, que atinge diversos setores, entre eles técnicos de enfermagem, enfermeiros, maqueiros e profissionais da equipe administrativa.
Além da questão financeira, os trabalhadores denunciam a precarização das condições de trabalho, principalmente em relação à alimentação oferecida aos colaboradores.
“Não aguentamos mais. É um desrespeito. Cobram muito da gente, mas não fazem o mínimo. Nossa alimentação é a mesma há muito tempo, além de nos oferecerem uma sopa que parece ‘água suja'”, relatou uma técnica de enfermagem, que preferiu não se identificar.
Procurada para prestar esclarecimentos, a direção do Hospital Alberto Torres informou, por meio de nota, que o atraso salarial é de apenas “alguns dias” e afirmou que as denúncias sobre a má qualidade da alimentação “não procedem”.
Já o Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou que abriu uma solicitação oficial para auditar e verificar a atuação da empresa terceirizada responsável pela gestão dos serviços e dos recursos humanos da unidade.
Enquanto o impasse entre os trabalhadores, a direção do hospital e o Governo do Estado permanece sem solução, o clima nos corredores é de preocupação e incerteza. Caso a paralisação seja confirmada, milhares de pacientes poderão ser afetados.
Historicamente reconhecido como uma das principais referências em atendimento de trauma e alta complexidade na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Hospital Estadual Alberto Torres enfrenta mais um momento de tensão, levantando questionamentos sobre a gestão da unidade e a valorização dos profissionais que atuam diariamente no atendimento à população.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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