O governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta terça-feira (16) que não pretende disputar qualquer cargo eletivo após deixar o comando do Palácio Guanabara. A declaração foi feita durante um almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado no Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio.
No encontro, que reuniu empresários, secretários estaduais e representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, Couto afirmou que sua permanência à frente do Governo do Estado representa uma garantia de estabilidade institucional diante do atual impasse sobre a sucessão do Executivo fluminense.
Segundo o governador em exercício, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mantê-lo no cargo priorizou a segurança jurídica e institucional do Estado.
«”O Supremo fez a opção pela segurança”, declarou.»
Ricardo Couto assumiu o governo em março, após a renúncia do então governador Cláudio Castro. Com a vacância simultânea dos cargos de vice-governador e de presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a chefia do Executivo passou ao então presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
O STF ainda analisa qual será o modelo de escolha do próximo governador do Estado, decidindo se a sucessão ocorrerá por eleição direta ou indireta. Até que haja uma definição, Couto permanece no comando do governo estadual.
Durante sua participação no evento, o governador reforçou que não pretende ingressar na vida político-partidária após o término do mandato interino.
«”Não sou político. Não tenho pretensão eleitoral. Minha função é entregar o governo àquele que for legitimamente escolhido”, afirmou.»
Ricardo Couto também declarou que, encerrada sua missão à frente do Executivo estadual, retornará às funções na presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Em outro momento do discurso, o governador em exercício fez críticas ao atual modelo de ocupação de cargos na administração pública estadual, defendendo maior valorização dos critérios técnicos e questionando o excesso de influência política em algumas secretarias do governo.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal que definirá a forma de escolha do futuro governador segue em andamento e deverá definir os próximos passos da sucessão no Executivo fluminense.
Reportagem: Marcelo Rodrigues



