O episódio envolvendo um motoboy e um segurança do Condomínio Almirante Cox, conhecido como Condomínio da Marinha, localizado na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 536, em Alcântara, São Gonçalo, ultrapassou os limites de um conflito isolado e reacendeu antigas reclamações dos moradores sobre a administração do residencial.
Segundo relatos de moradores, o segurança envolvido na ocorrência seria conhecido como Fagundes e também atuaria como policial militar do 7º BPM. De acordo com informações repassadas ao RCNEWS, ele consta na folha de prestação de contas do Centro de Desenvolvimento Comunitário (CDC), órgão administrativo do condomínio.
Independentemente da apuração das responsabilidades, é evidente que o episódio expôs a necessidade de maior transparência por parte da administração. Muitos moradores afirmam que até o momento não receberam esclarecimentos objetivos sobre as providências adotadas após o ocorrido, nem sobre os critérios utilizados para a contratação, seleção e treinamento dos profissionais responsáveis pela segurança armada do condomínio.
O RCNEWS ressalta que a invasão do condomínio, o lançamento de pedras, fogos de artifício e qualquer ato de violência praticado por motoboys são absolutamente inaceitáveis e merecem rigorosa apuração pelas autoridades competentes, com a responsabilização individual daqueles que participaram das ações criminosas.
Situação semelhante ocorreu recentemente em um condomínio de Vista Alegre, onde criminosos incendiaram a portaria durante uma manifestação de motoboys, demonstrando que esse tipo de violência representa uma grave ameaça à segurança dos moradores.
Ao mesmo tempo, moradores do Almirante Cox defendem que a administração também precisa responder por suas responsabilidades. Para muitos condôminos, o comportamento do segurança durante a ocorrência demonstrou falta de preparo para lidar com uma situação de conflito, levantando questionamentos sobre a qualificação e o treinamento oferecidos pela empresa responsável pela segurança.
O RCNEWS encaminhou questionamentos ao síndico-geral do condomínio, Sr. Ibraim, solicitando esclarecimentos sobre o caso, os protocolos de segurança adotados, os critérios de contratação dos vigilantes e as medidas administrativas tomadas após o episódio. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
As reclamações dos moradores, entretanto, vão além da recente confusão. Há anos, condôminos denunciam problemas de gestão, falta de investimentos e deficiência na manutenção das áreas comuns. Um dos exemplos mais citados é a piscina do condomínio, que, segundo relatos dos moradores, permanece desativada há mais de cinco anos, apesar da cobrança de taxa condominial considerada equivalente à praticada em outros condomínios da região de Alcântara.
Com uma população estimada em cerca de quatro mil moradores, o Condomínio Almirante Cox enfrenta um momento de forte desgaste entre administração e condôminos. Para muitos residentes, o episódio envolvendo o motoboy apenas revelou problemas estruturais e administrativos que, segundo afirmam, vêm se acumulando ao longo dos anos.
O RCNEWS permanece à disposição da administração do Condomínio Almirante Cox para publicar qualquer manifestação, esclarecimento ou direito de resposta relacionado aos fatos apresentados nesta reportagem.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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