Por Marcelo Rodrigues
Os arcebispos de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, e de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, divulgaram orientações aos fiéis após a Santa Sé decretar a excomunhão dos bispos envolvidos nas sagrações episcopais ilícitas promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) em 1º de julho.
As consagrações foram realizadas sem autorização do papa Leão XIV, levando o Dicastério para a Doutrina da Fé a declarar que o ato configurou um cisma. O decreto determinou a excomunhão dos seis bispos envolvidos na cerimônia — os dois bispos ordenantes e os quatro novos bispos ordenados — e afirmou que a FSSPX encontra-se fora da plena comunhão com a Igreja Católica.
Em nota oficial, dom Leomar Antônio Brustolin explicou que a Arquidiocese de Santa Maria abriga um priorado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, localizado na Rua Tuiuti, frequentado por alguns fiéis que também participam das paróquias da arquidiocese. Segundo o arcebispo, o esclarecimento foi considerado necessário para apresentar, com fidelidade, o ensinamento e as determinações da Igreja.
O arcebispo destacou que a nota explicativa publicada pela Santa Sé afirma que aqueles que aderem formalmente à FSSPX incorrem nas consequências canônicas próprias do cisma e recorda que os ministros da fraternidade não exercem legitimamente o ministério na Igreja Católica.
Ainda segundo o documento, os católicos são exortados a permanecerem em plena comunhão com o Santo Padre, com os bispos em comunhão com ele e com toda a Igreja, evitando participar das celebrações e atividades promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
A nota também ressalta que os ministros da FSSPX administram os sacramentos de forma ilícita e afirma que o sacramento da Penitência por eles celebrado e os matrimônios assistidos por seus ministros são considerados inválidos, conforme o decreto publicado pela Santa Sé.
As manifestações de dom Leomar Brustolin e de dom José Francisco Rezende Dias reforçam a orientação da Igreja para que os fiéis permaneçam unidos ao Papa e aos bispos em plena comunhão com a Sé Apostólica, preservando a unidade da Igreja Católica.


