Na noite de 8 de março de 1998, o Teatro Municipal de Niterói foi palco de um dos momentos mais marcantes e tristes da história da música brasileira. O local estava completamente lotado para a gravação do aguardado álbum “Acústico MTV” de Tim Maia, reunindo fãs ansiosos para assistir à apresentação de um dos maiores nomes da música nacional.
Antes da entrada do cantor, a banda Vitória Régia aqueceu o público e criou um clima de expectativa. Quando Tim Maia subiu ao palco, foi recebido com entusiasmo. No entanto, bastaram poucos segundos para que todos percebessem que algo não estava bem.
Com a saúde bastante debilitada e pesando cerca de 140 quilos, Tim Maia tentou iniciar a apresentação, mas sua voz já não tinha a potência que o consagrou. Demonstrando grande dificuldade para respirar, o cantor interrompeu o espetáculo e deixou o palco, causando um silêncio de preocupação entre os presentes.
Nos bastidores, a situação tornou-se dramática. Tim sofreu uma grave crise de hipertensão, seguida de um edema agudo de pulmão. Médicos que estavam na plateia correram para prestar os primeiros socorros até a chegada da equipe de resgate, que o encaminhou para o hospital.
Após permanecer internado durante sete dias, Tim Maia faleceu em 15 de março de 1998, aos 55 anos.
Sua morte marcou profundamente a cultura brasileira. Dono de uma voz inconfundível, de um estilo irreverente e de uma presença de palco única, Tim Maia deixou um legado que atravessa gerações. Canções como “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar Você)”, “Gostava Tanto de Você” e “Primavera” continuam emocionando milhões de brasileiros.
Naquela noite, o Brasil não perdeu apenas um cantor. Despedia-se de um dos maiores intérpretes da música popular brasileira, cuja obra permanece viva na memória e no coração do público.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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