Por Marcelo Rodrigues
Celebrados pela Igreja em 26 de julho, Santa Ana e São Joaquim são venerados como os pais da Virgem Maria e os avós de Jesus Cristo. A memória litúrgica do santo casal recorda a importância da família no plano da salvação e destaca a perseverança na oração, a confiança em Deus e a santidade vivida no cotidiano.
Segundo a tradição cristã, Ana e Joaquim eram um casal justo e temente a Deus, mas enfrentavam um grande sofrimento: já estavam em idade avançada e não tinham filhos. Na cultura judaica da época, a esterilidade era motivo de profunda tristeza e, muitas vezes, de vergonha, pois o povo de Israel aguardava a vinda do Messias prometido por Deus.
Mesmo diante das dificuldades, Ana e Joaquim jamais perderam a esperança. Permaneceram fiéis na oração e confiaram plenamente na providência divina. Após muitos anos de súplicas, Deus ouviu seus pedidos e concedeu-lhes a graça do nascimento de Maria, que mais tarde seria escolhida para ser a Mãe do Salvador.
Embora seus nomes não apareçam nos Evangelhos, eles são conhecidos por meio da antiga tradição cristã e de escritos históricos dos primeiros séculos, que identificam os pais da Santíssima Virgem Maria.
As palavras de Jesus — “Pelos seus frutos os conhecereis” — ajudam a compreender a santidade de Ana e Joaquim. A vida exemplar de Maria revela a formação recebida de seus pais, cuja fé e virtudes prepararam o caminho para que Deus realizasse seu grandioso plano de salvação.
O nascimento de Maria, celebrado pela Igreja em 8 de setembro, transformou a vida do casal. A filha tão esperada não apenas encerrou o sofrimento causado pela esterilidade, mas tornou-se aquela que daria ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Durante muitos séculos, Santa Ana e São Joaquim foram celebrados em datas diferentes. Apenas Santa Ana possuía uma memória litúrgica comum no Oriente e no Ocidente. Mais tarde, São Joaquim também passou a ser venerado separadamente. Foi em 1913 que a Igreja estabeleceu oficialmente a celebração conjunta dos avós de Jesus no dia 26 de julho.
Nos dias atuais, Santa Ana e São Joaquim são considerados os padroeiros dos avós e dos idosos. Seu testemunho recorda que a família é um dom de Deus e que a transmissão da fé entre as gerações é uma missão indispensável para a vida da Igreja.
Celebrar Santa Ana e São Joaquim é renovar o compromisso de valorizar os idosos, fortalecer os laços familiares e reconhecer o papel insubstituível dos avós na educação humana e espiritual dos filhos e netos.


