Por Marcelo Rodrigues
O advogado criminalista Daniel Bialski passou a integrar a equipe de defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal em diferentes frentes relacionadas ao caso do antigo Banco Master. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (5).
Bialski atuará ao lado do advogado Sergio Leonardo e de sua equipe, que permanecem na coordenação da defesa do empresário.
Em declaração ao Metrópoles, Daniel Bialski informou que, neste primeiro momento, o trabalho da equipe está concentrado na análise detalhada do material da investigação antes da definição das próximas estratégias jurídicas.
Reconhecido por sua atuação em processos de grande repercussão nacional, Bialski já defendeu diversas personalidades da política e do esporte. Entre seus clientes estão o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a ex-deputada Carla Zambelli, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e, durante parte das investigações do caso das joias, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O advogado também atuou na defesa do técnico Cuca e do ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez.
Mudanças na defesa
Desde o início das investigações, a defesa de Daniel Vorcaro passou por diversas alterações.
Inicialmente, o empresário foi representado pelo criminalista Pierpaolo Bottini. Posteriormente, em março, a defesa passou a ser conduzida por José Luis Oliveira Lima, conhecido como “Juca”, responsável pelas negociações de um acordo de colaboração premiada.
Após a Polícia Federal rejeitar a primeira proposta de delação, Juca deixou o caso e Sergio Leonardo assumiu a coordenação da defesa. Agora, com a chegada de Daniel Bialski, a equipe ganha um novo reforço.
Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o antigo Banco Master.
As investigações incluem suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e obstrução das investigações.
Atualmente, Vorcaro permanece preso preventivamente enquanto busca negociar um acordo de colaboração premiada. Até o momento, duas propostas apresentadas por sua defesa foram rejeitadas pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, novas negociações dependerão da apresentação de informações inéditas e consideradas relevantes para o avanço das apurações.
O caso segue sob investigação, e não há decisão definitiva da Justiça sobre o mérito das acusações.
Fonte: Metrópoles.


