REPORTAGEM ESPECIAL

Rio de Janeiro

DE CIDADE PEQUENA A MODELO DE GESTÃO: A TRANSFORMAÇÃO DE TANGUÁ SOB A LIDERANÇA DE RODRIGO MEDEIROS

Saúde especializada, segurança com tecnologia, programas sociais, geração de renda, educação e cultura marcaram uma mudança de paradigma no município; experiência construída em Tanguá é apresentada por Rodrigo Medeiros como modelo para os 92 municípios do Rio de Janeiro

Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News

Durante muitos anos, municípios pequenos do interior e das regiões periféricas do Estado do Rio de Janeiro conviveram com uma ideia quase considerada inevitável: serviços públicos especializados, grandes projetos sociais e estruturas modernas de atendimento seriam privilégios das cidades maiores.

Em Tanguá, essa lógica começou a ser desafiada.

A administração de Rodrigo Medeiros colocou em prática uma mudança de paradigma baseada na ideia de que o tamanho e as limitações orçamentárias de um município não deveriam impedir a criação de políticas públicas capazes de transformar a vida da população.

Saúde especializada, segurança pública, prevenção social, alimentação, geração de renda, qualificação profissional, cultura e atenção aos idosos passaram a integrar um modelo de gestão que Rodrigo Medeiros pretende apresentar agora como referência para outras cidades fluminenses.

Mais do que uma relação de obras e programas, as iniciativas ajudam a explicar a transformação política e administrativa experimentada por Tanguá e o protagonismo conquistado por Rodrigo Medeiros no município.

UMA NOVA VISÃO PARA TANGUÁ

A mudança de Tanguá não aconteceu apenas por meio da realização de obras.

O ponto central foi uma mudança na maneira de pensar a administração municipal.

Rodrigo Medeiros procurou romper com a concepção de que uma cidade pequena deveria se limitar aos serviços públicos básicos e depender dos grandes centros para oferecer atendimento especializado à população.

A proposta passou a ser outra: aproximar os serviços das pessoas.

Essa visão pode ser observada principalmente na saúde, área em que diferentes estruturas especializadas passaram a fazer parte da rede municipal.

SAÚDE ESPECIALIZADA E HUMANIZADA

Entre as iniciativas está a Clínica-Escola do Autista, criada para oferecer atendimento focado, especializado e inclusivo.

O projeto representa uma política pública voltada não somente aos pacientes, mas também às famílias, que frequentemente enfrentam dificuldades para encontrar atendimento adequado e multidisciplinar.

Outro avanço apresentado pela gestão foi a criação de estruturas direcionadas a públicos e necessidades específicas.

A Casa Rosa concentra ações relacionadas à saúde da mulher, enquanto a Casa do Coração estabelece uma linha de cuidado voltada à saúde cardíaca.

São serviços que materializam uma das principais características do modelo defendido por Rodrigo Medeiros: levar atendimento especializado para mais perto do cidadão.

O município também passou a contar com um Centro de Reabilitação moderno e de múltiplas especialidades.

Na prática, Tanguá buscou construir uma rede na qual o paciente não seja obrigado a deixar o município sempre que necessitar de um atendimento mais específico.

SEGURANÇA: TECNOLOGIA, PRESENÇA E INTELIGÊNCIA

Outra área considerada estratégica foi a segurança.

A política desenvolvida no município combinou presença física dos agentes com utilização de tecnologia.

Entre as medidas estão a Guarda Municipal armada, a implantação do Centro de Comando Operacional, a rede de videomonitoramento e a presença de postos policiais, incluindo áreas da zona rural.

O conceito adotado procura ampliar a capacidade de prevenção e resposta do poder público.

Mas a estratégia de segurança defendida por Rodrigo Medeiros vai além do policiamento.

Ela parte do princípio de que combater a criminalidade significa também evitar que crianças e adolescentes sejam atraídos por ela.

PREVENIR HOJE PARA NÃO COMBATER O CRIME AMANHÃ

É justamente nesse ponto que políticas de educação, esporte, cultura e inclusão social se encontram com a segurança pública.

A retomada da Guarda Mirim, o incentivo às modalidades esportivas e o projeto Música nas Escolas integram essa estratégia preventiva.

A lógica é simples: quanto maiores forem as oportunidades oferecidas às crianças e aos jovens, menores serão os espaços disponíveis para o aliciamento pela criminalidade.

Essa integração entre segurança e prevenção representa outra mudança de paradigma.

Em vez de pensar a segurança exclusivamente a partir da repressão ao crime já cometido, o modelo procura atuar antes que o problema aconteça.

RENDA, TRABALHO E COMBATE À FOME

As políticas sociais também ganharam espaço dentro do projeto administrativo desenvolvido em Tanguá.

Um dos destaques é o Programa Operação Trabalho (POT), apresentado como uma importante iniciativa de transferência de renda e ocupação, com reflexos também na movimentação da economia local.

O programa busca criar oportunidades para pessoas que precisam recuperar renda e voltar ao mercado de trabalho.

Outra frente é o combate à insegurança alimentar.

Por meio do Café do Trabalhador e do RJ Alimenta, em parceria com o Governo do Estado, são oferecidas 1.500 refeições diariamente, distribuídas entre café da manhã, almoço e jantar.

A iniciativa une assistência social e segurança alimentar para alcançar trabalhadores e famílias em situação de vulnerabilidade.

UM NOVO OLHAR PARA A TERCEIRA IDADE

O envelhecimento da população exige políticas públicas específicas.

Nesse contexto, o Centro de Convivência do Idoso foi estruturado como um espaço dedicado à socialização, integração e melhoria da qualidade de vida das pessoas da terceira idade.

A proposta procura superar a ideia de que políticas para idosos devem estar restritas à assistência médica.

Convivência, atividade, autonomia e participação social também fazem parte de uma política de envelhecimento com dignidade.

EDUCAÇÃO QUE PREPARA PARA O EMPREGO

A transformação de uma cidade também depende da capacidade de preparar seus moradores para as oportunidades do mercado de trabalho.

A parceria estabelecida com a FAETEC permitiu ampliar a oferta de cursos técnicos e de qualificação profissional gratuita.

A iniciativa busca aproximar educação e empregabilidade.

Ao investir em formação profissional, o município procura criar condições para que seus moradores possam disputar vagas de trabalho e conquistar independência financeira.

CULTURA CHEGANDO AOS BAIRROS

A descentralização também chegou à cultura.

Por meio do projeto Cenadarte, oficinas e atividades culturais foram levadas para diferentes bairros.

O conceito é fazer com que a política cultural não permaneça concentrada em uma única região da cidade.

Arte, música e cultura passam, dessa maneira, a funcionar também como instrumentos de inclusão e transformação social.

RODRIGO MEDEIROS E A MUDANÇA DE PARADIGMA

Para compreender a importância política de Rodrigo Medeiros em Tanguá, é necessário olhar para o conjunto dessas iniciativas.

Isoladamente, cada projeto atende uma necessidade específica. Quando observados em conjunto, porém, eles revelam uma concepção de administração pública.

A principal mudança de paradigma foi fazer Tanguá pensar grande mesmo sendo um município pequeno.

Em vez de aceitar que determinadas políticas públicas seriam inviáveis fora dos grandes centros, a administração buscou criar estruturas próprias, estabelecer parcerias e aproximar serviços especializados dos moradores.

Esse talvez seja um dos principais legados políticos da passagem de Rodrigo Medeiros pela prefeitura.

A cidade passou a buscar soluções próprias para problemas que anteriormente poderiam significar deslocamentos para municípios maiores ou dependência de estruturas externas.

Foi uma mudança administrativa, mas também uma mudança de perspectiva.

TANGUÁ COMO LABORATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Saúde especializada.

Segurança com tecnologia.

Prevenção à criminalidade.

Proteção social.

Combate à fome.

Geração de renda.

Qualificação profissional.

Valorização dos idosos.

Esporte e cultura.

São áreas diferentes conectadas por uma mesma concepção: o poder público precisa chegar à vida cotidiana das pessoas.

Tanguá tornou-se, dessa maneira, uma espécie de laboratório municipal das políticas que Rodrigo Medeiros defende.

DE TANGUÁ PARA OS 92 MUNICÍPIOS

O próximo desafio apresentado por Rodrigo é muito maior.

A experiência construída em uma cidade precisa ser adaptada às diferentes realidades de um estado formado por 92 municípios.

Não existe uma única solução capaz de atender igualmente a Região Metropolitana, a Baixada Fluminense, o Norte, o Noroeste, a Região Serrana, a Costa Verde, o Médio Paraíba ou a Região dos Lagos.

Mas Rodrigo Medeiros sustenta que os princípios aplicados em Tanguá — planejamento, eficiência, descentralização, prevenção e aproximação dos serviços públicos da população — podem servir de referência para políticas de alcance estadual.

É essa experiência que ele pretende levar para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

UM MODELO NASCIDO NO MUNICÍPIO

Existe uma diferença importante entre elaborar uma política pública no papel e administrá-la na ponta.

O prefeito é confrontado diariamente com problemas de saúde, educação, segurança, assistência social, infraestrutura e orçamento.

Foi nesse ambiente que Rodrigo Medeiros construiu sua experiência.

E é justamente essa trajetória municipal que ele apresenta como credencial para uma nova etapa de sua vida pública.

A transformação de Tanguá tornou-se o centro dessa narrativa.

De um município que poderia aceitar as limitações impostas pelo seu tamanho para uma cidade que passou a buscar serviços especializados e políticas próprias.

Esse é o paradigma que Rodrigo Medeiros ajudou a mudar.

Agora, a proposta é ampliar essa experiência.

Do pequeno Tanguá para um estado com mais de 16 milhões de habitantes.

De uma prefeitura para a Alerj.

De uma experiência municipal para 92 realidades diferentes.

O desafio será provar que aquilo que funcionou em uma pequena cidade pode inspirar políticas públicas em todo o território fluminense.

É com essa proposta que Rodrigo Medeiros apresenta sua experiência:

“O modelo de gestão que deu certo em Tanguá, pronto para ser replicado nos 92 municípios do nosso Estado!”

Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News

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