CÂMARA ENVIA AO STF DEPOIMENTO DE COMERCIANTE QUE ALEGA SUPOSTA “ARMAÇÃO” EM ACUSAÇÃO CONTRA ALFREDO GASPAR

Política

Relato menciona jovem que teria sido recrutada para se apresentar como suposta vítima; caso chegou ao Supremo após referência a pessoas supostamente ligadas ao deputado Lindbergh Farias

Por Marcelo Rodrigues

A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o depoimento de um comerciante do Rio de Janeiro que afirma ter conhecimento de uma suposta “armação” envolvendo a acusação de estupro de vulnerável relacionada ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

As informações apresentadas pelo comerciante constituem alegações prestadas às autoridades e não significam que a suposta trama tenha sido comprovada.

O depoimento foi colhido virtualmente pela Polícia Legislativa da Câmara no dia 23 de abril, depois que a corporação foi acionada pelo próprio Alfredo Gaspar.

Segundo o relato encaminhado às autoridades, o parlamentar informou que um homem havia entrado em contato com seu gabinete funcional para comunicar a existência de uma possível trama contra ele.

COMERCIANTE PRESTOU DEPOIMENTO À POLÍCIA LEGISLATIVA

No relatório posteriormente encaminhado ao STF, a Polícia Legislativa informa ter ouvido um homem identificado como Luis Antonio Lopes, de 62 anos.

De acordo com o documento, ele seria proprietário de um quiosque localizado no Shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Durante a oitiva, Luis Antonio afirmou que a suposta armação teria envolvido o recrutamento de uma jovem identificada como Marcela Maria Mendes, que prestava serviços em seu estabelecimento.

Segundo a versão apresentada pelo comerciante, Marcela teria sido procurada para conceder entrevistas utilizando o nome de “Jailma” e se apresentar como suposta vítima de estupro atribuído a Alfredo Gaspar.

RELATO CITA HOMEM CONHECIDO COMO “DOIDINHO”

Ainda conforme o depoimento, a jovem teria sido recrutada por um homem chamado “Lucas”, conhecido pelo apelido de “Doidinho”.

Luis Antonio declarou aos policiais legislativos que esse homem teria se apresentado inicialmente como “assessor legislativo” e, posteriormente, como alguém ligado ao contexto político do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

É importante destacar que essa suposta vinculação é parte do relato do depoente e, com base nas informações apresentadas, não representa comprovação de participação de Lindbergh Farias ou de integrantes de seu gabinete em qualquer irregularidade.

SUPOSTA VÍTIMA TERIA IDENTIDADE FICTÍCIA

Segundo a narrativa apresentada pelo comerciante, o plano seria divulgar uma acusação de abuso sexual contra Alfredo Gaspar e, posteriormente, fazer a personagem identificada como “Jailma” desaparecer.

O depoente afirmou ainda que, para conferir verossimilhança à história, teria sido criada uma filha fictícia chamada “Eloá”, que seria apresentada como supostamente fruto do estupro.

Essas informações fazem parte exclusivamente do depoimento prestado à Polícia Legislativa e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis.

DOCUMENTAÇÃO FOI ENVIADA AO STF

O material produzido pela Câmara foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal no dia 5 de maio.

A remessa à Corte ocorreu depois que o comerciante mencionou, em seu depoimento, que a suposta armação teria participação de pessoas que ele relacionou politicamente ao deputado Lindbergh Farias.

Por ser deputado federal, Lindbergh possui prerrogativa de foro perante o STF nas hipóteses previstas pela Constituição e pela jurisprudência da Corte.

O encaminhamento do depoimento ao Supremo, entretanto, não significa que as acusações apresentadas pelo comerciante tenham sido confirmadas, nem estabelece, por si só, responsabilidade criminal das pessoas mencionadas.

O caso deverá passar pela análise das autoridades competentes, garantindo-se o direito de defesa e o contraditório aos envolvidos.

Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News – RCNEWS
Informação com responsabilidade cristã

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