FACHIN RESERVA PRIMEIRA FILA DO STF PARA 13 MINISTROS APOSENTADOS NA SESSÃO DO DIA 15
Ex-integrantes da Corte estarão no plenário após divulgarem carta cobrando apuração “imediata e rigorosa” dos fatos que atingem a credibilidade do Tribunal
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reservou os assentos da primeira fila do plenário para receber os 13 ministros aposentados que assinaram uma carta pública cobrando uma resposta institucional à crise enfrentada pela Corte.
A informação sobre a reserva dos lugares foi anunciada pela ministra aposentada Ellen Gracie durante um encontro com empresários em São Paulo. A expectativa é que os ex-integrantes do Supremo acompanhem a sessão extraordinária prevista para terça-feira, 15 de setembro.
A presença dos antigos magistrados terá forte peso simbólico. Durante o julgamento, eles poderão ficar frente a frente com os atuais integrantes da Corte, inclusive Alexandre de Moraes e André Mendonça, protagonistas do embate institucional provocado pelos desdobramentos do Caso Master.
A reserva da primeira fila e a declaração de Ellen Gracie foram noticiadas pela “Band” (https://www.band.com.br/politica/fachin-manda-andre-mendonca-retirar-sigilo-do-caso-master) e pelo “Diário do Poder” (https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/moraes-vorcaro-fachin-reserva-1a-fila-do-plenario-do-stf-aos-13-ministros-que-pedem-investigacao-rigorosa).
CARTA PEDE SESSÃO PÚBLICA E APURAÇÃO RIGOROSA
Os 13 ministros aposentados enviaram uma carta a Fachin manifestando preocupação com a imagem do Supremo diante das informações recentemente divulgadas.
O documento não menciona nominalmente Alexandre de Moraes, André Mendonça ou Daniel Vorcaro. Também não antecipa qualquer conclusão sobre possíveis irregularidades. O texto solicita que os fatos sejam submetidos a uma apuração imediata, rigorosa e conduzida dentro das garantias do devido processo legal.
“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, registra a carta.
Em outro trecho, os antigos integrantes do Tribunal afirmam esperar a realização urgente de uma sessão pública para que o plenário determine a “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos” divulgados nos últimos dias.
Segundo os signatários, as informações vêm comprometendo “o prestígio e a autoridade” do Supremo, a confiança da população e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas. A íntegra da manifestação foi publicada pelo “UOL” (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/09/08/stf-mais-aguda-crise-da-historia-dizem-13-ex-ministros-em-carta-a-fachin.ghtm).
QUEM ASSINOU O DOCUMENTO
A carta reúne magistrados que participaram de diferentes períodos da história recente do Supremo Tribunal Federal:
Néri da Silveira;
Francisco Rezek;
Sydney Sanches;
Celso de Mello;
Carlos Velloso;
Ilmar Galvão;
Nelson Jobim;
Ellen Gracie;
Cezar Peluso;
Ayres Britto;
Joaquim Barbosa;
Eros Grau;
Rosa Weber.
Entre os signatários estão antigos presidentes do STF e ministros que ocuparam assentos na Corte desde o período da redemocratização. A participação conjunta confere relevância institucional ao pedido, embora os aposentados não tenham direito a voto nem participação formal no julgamento.
SESSÃO DEVE ANALISAR DESDOBRAMENTOS DO CASO MASTER
A sessão extraordinária foi convocada para que o plenário examine questões relacionadas ao relatório da Polícia Federal que menciona conversas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O colegiado deverá discutir a validade do documento, manifestações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República e a possibilidade de abertura de uma investigação. O conteúdo ainda não representa uma conclusão judicial ou uma condenação contra qualquer envolvido.
Os ministros também poderão analisar questionamentos relacionados à atuação de André Mendonça na condução dos procedimentos ligados ao Caso Master. Moraes aponta possíveis irregularidades e parcialidade na atuação do colega, enquanto Mendonça sustenta que suas decisões foram legais e tomadas dentro de suas atribuições.
O ministro Gilmar Mendes propôs o adiamento da sessão e defendeu que as questões envolvendo Moraes e Mendonça sejam examinadas conjuntamente. Portanto, apesar de o julgamento continuar previsto para o dia 15, seu formato e sua realização na data marcada ainda podem sofrer alterações. A movimentação foi noticiada pela “Folha de S.Paulo” (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/gilmar-sugere-adiar-sessao-do-stf-sobre-moraes-e-juntar-caso-a-relatorio-que-mira-mendonca.shtml).
PRESENÇA TERÁ FORTE VALOR SIMBÓLICO
Os ministros aposentados não participarão das deliberações, mas a presença do grupo na primeira fila representará uma manifestação pública em defesa da transparência, do devido processo legal e da preservação da autoridade institucional do Supremo.
A imagem de diferentes gerações da Corte reunidas no plenário deverá ampliar a atenção sobre uma sessão considerada decisiva para a resposta do STF à crise.
Mais do que antecipar culpados ou inocentes, a carta pede que os fatos sejam esclarecidos de maneira pública, rigorosa e juridicamente responsável. Caberá agora aos ministros em atividade definir os procedimentos e os limites da apuração.
Fontes: carta assinada pelos 13 ministros aposentados; pronunciamento de Ellen Gracie; STF; UOL; Folha de S.Paulo; Band e Diário do Poder.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
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