Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro nega retaliação e defende equilíbrio entre os Poderes
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 6 de outubro, que o Senado deve agir diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal.
Segundo reportagem de Manoela Alcântara, do Metrópoles, Marinho declarou ter levado essa posição ao presidente do STF, Edson Fachin, durante reunião em Brasília.
O parlamentar negou intenção de retaliação contra a Corte. Disse que pretende normalizar as relações institucionais, fortalecer a separação entre os Poderes e preservar a imparcialidade do Judiciário.
Marinho também sustentou que a percepção de um Judiciário vinculado ao governo prejudica a democracia. Ao mesmo tempo, criticou o Senado por considerar que a Casa tem deixado de examinar denúncias contra integrantes do Supremo.
Na avaliação do senador, a responsabilidade recai sobre Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Marinho afirmou que mais de 100 pedidos foram apresentados sem avançar e atribuiu essa situação à decisão da presidência da Casa.
PEDIDOS NÃO SIGNIFICAM CONDENAÇÃO
O número mencionado deve ser entendido como uma afirmação do parlamentar sobre solicitações protocoladas, sem indicar que todos esses processos tenham sido instaurados. A apresentação de uma denúncia, sua admissibilidade e uma eventual condenação são etapas distintas.
O encontro reúne duas posições defendidas por Marinho: diálogo institucional com o Supremo e cobrança de responsabilização quando houver fundamento para isso.
Reportagem: Marcelo Rodrigues.
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