Candidato publicou o conteúdo após falha na transmissão; TSE anunciou reexibição do programa com áudio
Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS
A exibição sem áudio de um programa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), na segunda-feira, 12 de outubro, provocou reação do candidato e mobilização nas redes sociais. Segundo a coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, integrantes da campanha avaliam que o episódio ampliou a circulação do conteúdo durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida.
A propaganda foi transmitida com imagens, mas sem som. Após o problema, Flávio publicou um vídeo comentando o ocorrido e divulgando o material.
REAÇÃO E COMPARTILHAMENTOS
O senador iniciou a gravação perguntando, em tom de ironia, se os seguidores conseguiam ouvi-lo. Em seguida, criticou a transmissão e pediu que o programa fosse compartilhado em grupos de WhatsApp e outras plataformas.
O relato encaminhado à reportagem apontava cerca de 8 milhões de visualizações e 1,1 milhão de curtidas naquele momento. Esses números variam com o tempo e não representam uma medição atual.
A avaliação de que a falha favoreceu o alcance digital é da equipe do candidato. Repercussão nas redes, isoladamente, não comprova mudança na intenção de voto.
FALHA TÉCNICA E REEXIBIÇÃO
O TSE informou que houve um problema técnico no processamento das mídias e anunciou a reexibição da propaganda com áudio.
A Empresa Brasil de Comunicação negou responsabilidade pela falha e esclareceu que o recebimento dos arquivos e a geração do sinal cabiam ao pool de emissoras.
Embora Flávio tenha sugerido uma tentativa de silenciamento, as informações consultadas não comprovam sabotagem ou interrupção deliberada.
PROPOSTAS DO PROGRAMA
Segundo o conteúdo informado, a peça apresenta propostas de redução de impostos, ampliação do acesso a creches por meio de vouchers e atendimento voltado ao desenvolvimento e à inclusão infantil.
Também menciona políticas para mulheres e a manutenção de programas como Bolsa Família, Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida. São compromissos apresentados pela campanha, cuja execução dependeria das medidas adotadas em um eventual governo.
O episódio evidencia como uma falha na televisão pode gerar mobilização digital. A campanha buscou transformar a reação ao problema em oportunidade para redistribuir sua mensagem.
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Foto de referência: Breno Esaki/Metrópoles


