Anunciado por R$ 2,8 milhões, imóvel preserva lembranças da trajetória do líder da Legião Urbana e fica em prédio homenageado pela Prefeitura do Rio
Giuliano Manfredini, filho e herdeiro de Renato Russo, retirou do mercado o apartamento onde o cantor viveu até sua morte, em 1996. Localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o imóvel havia sido anunciado por R$ 2,8 milhões.
Segundo reportagem publicada pelo Diário do Centro do Mundo em 16 de outubro, o corretor Jefferson Joviano informou que oito interessados apresentaram propostas, mas nenhuma foi aceita. O profissional afirmou que a venda foi suspensa, ao menos por enquanto. A publicação não apresenta uma explicação de Giuliano para a decisão.
UM ENDEREÇO LIGADO À MÚSICA BRASILEIRA
Com 136 metros quadrados e três quartos, o apartamento fica no Edifício Colonial, na Rua Nascimento Silva. Segundo as reportagens sobre a negociação, ninguém voltou a morar no imóvel após a morte do artista.
Além dos quartos, a propriedade possui duas salas, dois banheiros, área de serviço e uma vaga de garagem. As informações sobre a retirada do anúncio também foram divulgadas pelo iBahia, com base em reportagem do jornal Extra.
Renato Russo morou no endereço entre 1990 e 1996. A fachada do prédio aparece na fotografia de capa de “The Stonewall Celebration Concert”, seu primeiro álbum solo, lançado em 1994. O local também está associado à criação de trabalhos como “Equilíbrio Distante”, “V”, “O Descobrimento do Brasil” e “A Tempestade”.
HOMENAGEM À MEMÓRIA DO ARTISTA
Em 25 de julho de 2023, a Prefeitura do Rio instalou no edifício uma placa de Patrimônio Cultural Carioca. Giuliano participou da cerimônia, realizada com representantes do município e do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
A homenagem integra o Circuito da Música, iniciativa que identifica lugares relacionados a compositores e à história cultural carioca. A placa destaca a importância daquele endereço para a produção artística de Renato Russo.
A retirada do apartamento do mercado ocorre no mês em que se completaram 30 anos da morte do cantor, em 11 de outubro. Não há, nas informações consultadas, anúncio de transformação do imóvel em museu ou de abertura para visitação pública.
Reportagem: Marcelo Rodrigues.
Com informações do Diário do Centro do Mundo, iBahia/Extra e Prefeitura do Rio.
RCNEWS – Rede Católica News
redecatolicanews.com.br


