Neste 1º de novembro, a celebração recorda os santos conhecidos e anônimos e renova o chamado à santidade na vida cotidiana.
Por Marcelo Rodrigues — presidente do RCNEWS e pesquisador da Vida dos Santos
A Igreja Católica celebra, neste 1º de novembro, a Solenidade de Todos os Santos. A data honra todos aqueles que alcançaram a plenitude da comunhão com Deus: tanto os santos reconhecidos oficialmente pela Igreja quanto os incontáveis homens e mulheres cujos nomes não chegaram aos altares, mas que vivem na glória do Céu.
É a celebração da Igreja Triunfante, formada pelos bem-aventurados que, salvos pela graça de Deus e pelos méritos de Jesus Cristo, contemplam o Senhor face a face, na chamada visão beatífica.
A solenidade dirige o olhar também para a santidade silenciosa: mães e pais dedicados à família, pessoas que serviram aos pobres, cristãos perseguidos por sua fé e tantos outros que responderam ao Evangelho nas circunstâncias comuns da vida. Esquecidos pela história humana, permanecem conhecidos e amados por Deus.
UMA MULTIDÃO DIANTE DO CORDEIRO
No livro do Apocalipse, São João descreve uma multidão incontável, formada por pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas, diante do trono de Deus e do Cordeiro, com vestes brancas e palmas nas mãos (cf. Ap 7,9).
Essa imagem expressa a universalidade da salvação oferecida por Cristo. A santidade não está reservada a uma época, nacionalidade ou condição social. É uma vocação que alcança todos os cristãos e se realiza na resposta à graça, na fidelidade ao Evangelho e no amor ao próximo.
UMA CELEBRAÇÃO COM RAÍZES ANTIGAS
As origens da solenidade estão nas celebrações coletivas dos mártires, presentes no Oriente cristão no século IV. Com o passar do tempo, a comemoração se difundiu e passou a abranger todos os santos.
Em Roma, um marco foi a dedicação do Panteão à Virgem Maria e aos mártires pelo papa Bonifácio IV, em 13 de maio de 609. Posteriormente, o papa Gregório III dedicou uma capela da Basílica de São Pedro a todos os santos, associando a celebração ao dia 1º de novembro. A data se consolidou no Ocidente nos séculos seguintes.
UM CONVITE PARA CADA CRISTÃO
Celebrar Todos os Santos significa reconhecer a ação de Deus na vida de seus filhos. Na fé católica, os santos são venerados, enquanto a adoração pertence somente a Deus. Sua intercessão e seu exemplo ajudam os fiéis a seguir Jesus.
A solenidade também prepara para a Comemoração dos Fiéis Defuntos, em 2 de novembro. Enquanto Todos os Santos celebra os que já vivem na glória celeste, Finados é especialmente dedicado à oração pelos falecidos que ainda necessitam de purificação.
Para a Família RCNEWS, este dia renova uma esperança: a santidade pode florescer dentro de casa, no trabalho, no serviço aos necessitados e na perseverança diante das dificuldades. Cada gesto de caridade pode ser uma resposta ao chamado de Cristo.


