O cenário político fluminense voltou a ferver com uma intensa troca de acusações entre dois nomes históricos da política do estado: os ex-governadores Sérgio Cabral e Anthony Garotinho. O embate público, travado nas redes sociais, reacendeu antigas rivalidades e elevou a temperatura da pré-disputa pelo Palácio Guanabara.
A crise começou após Anthony Garotinho, atualmente pré-candidato ao Governo do Estado pelo Republicanos, fazer duras acusações contra Sérgio Cabral, afirmando que o ex-governador teria influência dentro do sistema penitenciário fluminense e chegado a receber suposta “mesada de presídios”.
Segundo Garotinho, Cabral teria desenvolvido relações dentro do sistema carcerário durante o período em que esteve preso e, inclusive, mantido interlocução com setores da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro.
A resposta de Sérgio Cabral veio em tom explosivo.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Cabral negou categoricamente as acusações e partiu para o confronto direto, classificando Garotinho com termos pesados.
“Garotinho, você não toma vergonha na cara, né? Continua o mesmo moleque. Você vive contando mentiras, difamando as pessoas. Deixa de ser canalha”, disparou o ex-governador.
Cabral também afirmou que levará o caso à Justiça.
“Vou te processar. Vai ter que provar tudo o que está dizendo”, declarou.
Sem recuar, Garotinho respondeu desafiando o adversário e elevando ainda mais o tom do confronto.
“Estou esperando ele me processar. O maior processo da vida dele foi justamente o que o levou à condenação”, rebateu.
O embate entre os dois personagens políticos ocorre em um momento em que o tabuleiro eleitoral do Rio de Janeiro começa a ganhar forma para 2026. Ambos carregam trajetórias marcadas por forte protagonismo, polêmicas e enorme capacidade de mobilização política.
A troca pública de acusações não apenas resgata velhas disputas, como também sinaliza que a corrida pelo comando do Estado poderá ser marcada por confrontos intensos, narrativas duras e forte polarização entre antigos protagonistas da política fluminense.
Nos bastidores, o episódio já é visto como mais um capítulo de uma rivalidade histórica que promete novos desdobramentos nos próximos meses.


