ITAMARATY NEGA VISTO A DIPLOMATAS DOS EUA QUE PRETENDIAM DISCUTIR PROCESSO ELEITORAL NO BRASIL

Política

Reportagem: Marcelo Rodrigues

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou neste sábado (25) que negou os pedidos de visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil.

Segundo o governo brasileiro, a solicitação foi apresentada no dia 20 de julho, e a negativa foi comunicada na sexta-feira (24). No pedido, os representantes norte-americanos informaram que a viagem teria como objetivo realizar contatos relacionados ao processo eleitoral brasileiro e participar de debates sobre liberdade de expressão.

De acordo com o Itamaraty, a decisão foi tomada após o governo avaliar que a visita poderia representar uma instrumentalização política do processo eleitoral brasileiro. A diplomacia considerou o contexto de declarações de parlamentares e lideranças políticas que vêm questionando o sistema eletrônico de votação.

Entre os nomes mencionados está o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, reafirma que as urnas eletrônicas são seguras e já contestou publicamente alegações de fraude no sistema.

A decisão do governo brasileiro ocorre após o jornal norte-americano The Washington Post informar que a administração do presidente Donald Trump planejava enviar uma missão a Brasília para tratar da integridade das urnas eletrônicas brasileiras. Segundo a publicação, a comitiva seria liderada por Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, subsecretário assistente do Departamento de Estado.

Em nota enviada ao jornal, o Departamento de Estado confirmou que os diplomatas viajariam ao Brasil, mas não detalhou os objetivos específicos da missão.

Conforme informações divulgadas pelos jornalistas Valdo Cruz e Felipe Matoso, o governo brasileiro concluiu que a visita não se enquadrava como uma missão oficial nem como uma missão internacional de observação eleitoral. Diante dessa avaliação, optou por negar a concessão dos vistos aos representantes norte-americanos.

O episódio acrescenta um novo capítulo às discussões envolvendo a condução do processo eleitoral brasileiro e as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

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