INCÊNDIOS DEVASTADORES NA FRANÇA E NA ESPANHA OBRIGAM MAIS DE 270 MIL PESSOAS A DEIXAR SUAS CASAS

Internacional

Por Marcelo Rodrigues

Uma série de incêndios florestais de grandes proporções atinge o sudoeste da França e os arredores de Madri, na Espanha, provocando uma das mais graves crises ambientais das últimas décadas na Europa. Mais de 270 mil pessoas já foram evacuadas ou permanecem confinadas devido ao avanço das chamas, impulsionado por ventos fortes, altas temperaturas e vegetação extremamente seca.

Na Espanha, a situação é considerada crítica na Comunidade de Madri. Mais de 70 mil moradores precisaram abandonar suas residências ou permanecer isolados por medida de segurança. A presidente da região, Isabel Díaz Ayuso, classificou o desastre como o “pior incêndio da história” da comunidade.

Embora as chamas ainda não tenham alcançado o centro da capital espanhola, o fogo se aproxima de áreas densamente povoadas, elevando o nível de alerta das autoridades. A combinação de relevo acidentado, vegetação rasteira e ventos constantes tem favorecido a rápida propagação do incêndio.

O conselheiro regional de Meio Ambiente, Carlos Novillo, afirmou que o incêndio no sudoeste da região atingiu seu “momento mais crítico” e já está “além da capacidade de extinção” das equipes de combate. Segundo o delegado do governo regional, Fran Martín Aguirre, a previsão de ventos para as próximas horas poderá dificultar ainda mais o trabalho dos bombeiros.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou que a Espanha e toda a Europa enfrentam uma situação dramática diante da intensidade dos incêndios.

Além da emergência ambiental, a Guarda Civil espanhola investiga a possibilidade de ação criminosa em um dos focos de incêndio registrados na região de Castela e Leão. Uma pessoa foi presa e outra segue sob investigação.

Na França, o cenário também é alarmante. Aproximadamente 197 mil pessoas foram retiradas de áreas de risco após o fogo consumir cerca de 22 mil hectares de florestas — uma extensão equivalente ao dobro da área da cidade de Paris. O balanço foi confirmado pelo ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.

Bombeiros, forças de segurança e equipes de emergência dos dois países permanecem mobilizados em uma corrida contra o tempo para conter o avanço das chamas, proteger comunidades e evitar novas perdas humanas e ambientais.

Os incêndios reforçam o alerta das autoridades europeias sobre os impactos das ondas de calor extremo e da seca prolongada, fatores que têm aumentado significativamente o risco de grandes incêndios florestais em diversas regiões do continente.

Fonte: Metrópoles.

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