ARGENTINA DIZ QUE NÃO RETALIARÁ BRASIL APÓS REBAIXAMENTO DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS

Política

Por Marcelo Rodrigues

O governo da Argentina afirmou nesta quarta-feira (5) que não adotará medidas diplomáticas de retaliação após o Brasil rebaixar as relações bilaterais ao nível de encarregado de negócios. A informação foi confirmada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno, que destacou que Buenos Aires não pretende ampliar a crise diplomática entre os dois países.

A tensão entre Brasil e Argentina aumentou depois que o governo brasileiro convocou o embaixador argentino na última terça-feira (4) e solicitou sua retirada do país. A medida foi tomada após o presidente argentino, Javier Milei, chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “lixo socialista” durante uma convenção do Partido Liberal realizada em São Paulo, no dia 25 de julho.

Durante entrevista coletiva, Pablo Quirno afirmou que a Argentina não responderá às medidas adotadas pelo governo brasileiro.

“Em qualquer disputa ou confronto, são necessárias duas partes”, declarou o chanceler. Segundo ele, “da nossa parte, não haverá ação diplomática em resposta ao que o Brasil fizer”.

O episódio representa mais um capítulo da deterioração das relações entre as duas maiores economias da América do Sul. Desde que Javier Milei assumiu a Presidência da Argentina, em dezembro de 2023, os chefes de Estado dos dois países ainda não realizaram nenhuma reunião bilateral oficial.

Apesar do agravamento do clima diplomático, a decisão do governo argentino de evitar medidas de retaliação busca impedir uma escalada da crise, preservando os canais institucionais de diálogo entre Brasília e Buenos Aires.

Especialistas avaliam que a relação entre Brasil e Argentina continuará sendo acompanhada de perto, principalmente em razão da importância econômica e estratégica da parceria entre os dois países no âmbito do Mercosul e do comércio regional.

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