COMERCIANTE DIZ QUE MULHER RECEBEU R$ 16,5 MIL PARA ACUSAR ALFREDO GASPAR DE ESTUPRO

Política

Depoimento encaminhado às autoridades aponta três transferências que, segundo testemunha, teriam sido destinadas à mulher que faria a acusação contra o parlamentar; caso permanece sob investigação

Por Marcelo Rodrigues

Um comerciante do Rio de Janeiro afirmou, em depoimento prestado à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, que recebeu R$ 16,5 mil em três transferências bancárias para posteriormente entregar o dinheiro a uma mulher que, segundo seu relato, seria apresentada como vítima de estupro do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente.

As informações foram divulgadas pelo portal Poder360 e acrescentam um novo elemento às investigações sobre a suspeita de que uma acusação contra o parlamentar teria sido artificialmente construída.

É importante destacar que a versão apresentada pelo comerciante ainda precisa ser apurada pelas autoridades e não significa, por si só, que a suposta armação esteja comprovada.

COMERCIANTE RELATA TRÊS TRANSFERÊNCIAS

O homem identificado como Luiz Antônio Lopes afirmou que uma jovem chamada Marcela utilizaria uma identidade falsa para apresentar publicamente a acusação contra Alfredo Gaspar.

De acordo com seu depoimento, os valores destinados à mulher teriam passado inicialmente por uma conta bancária de sua titularidade na Caixa Econômica Federal.

Luiz Antônio afirmou ter recebido três transferências, que totalizaram R$ 16,5 mil.

“Veio um Pix de R$ 2,5 mil em nome de Sérgio Machado de Azevedo, um outro Pix de R$ 4 mil de Carlos Roberto Lopes e um terceiro Pix de R$ 10 mil”, declarou o comerciante, segundo a reportagem.

Em seguida, acrescentou:

“Recebi esses valores, saquei o dinheiro e dei à Marcela.”

SUSPEITA DE IDENTIDADE FALSA

Ainda conforme o relato do comerciante, Marcela utilizaria outra identidade para se apresentar como suposta vítima do parlamentar.

A informação é particularmente relevante porque pode ajudar os investigadores a verificar se houve efetivamente pagamento, quem realizou as transferências, qual era a finalidade dos valores e se existe relação entre as movimentações financeiras e a acusação envolvendo Alfredo Gaspar.

Registros bancários, comprovantes das transferências, identificação dos titulares das contas e outros elementos documentais poderão ser fundamentais para confirmar ou contestar o depoimento.

CASO EXIGE APURAÇÃO

A gravidade das alegações exige cautela.

Até que as investigações sejam concluídas, não é possível tratar como comprovada a existência de uma operação destinada a fabricar uma denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar.

Da mesma maneira, eventuais pessoas mencionadas no decorrer da investigação não podem ser consideradas responsáveis por uma suposta trama sem que existam provas e uma conclusão das autoridades competentes.

O depoimento do comerciante constitui, neste momento, uma versão apresentada às autoridades e deverá ser confrontado com documentos, movimentações financeiras, outros testemunhos e demais elementos da investigação.

Caso fique comprovado que houve pagamento para produzir uma falsa acusação contra um parlamentar, o episódio poderá assumir consequências jurídicas e políticas de grande dimensão.

Por outro lado, a própria seriedade das acusações torna indispensável que todas as versões sejam examinadas com rigor, respeitando-se o contraditório, a presunção de inocência e o devido processo legal.

A Rede Católica News continuará acompanhando os desdobramentos do caso.

Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News – RCNEWS

Informação com responsabilidade cristã

Fonte das informações: Poder360 / reportagem original de Rachel Díaz
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *