Série Especial — Douglas Ruas: Gestão, Trabalho e Resultados
Episódio 2 — A transformação de São Gonçalo
Reportagem: Marcelo Rodrigues
São Gonçalo entrou na década de 2020 diante de um desafio conhecido por milhões de gonçalenses: recuperar uma infraestrutura urbana que acumulava problemas históricos e, ao mesmo tempo, preparar a cidade para um novo ciclo de desenvolvimento.
Ruas sem pavimentação adequada, dificuldades de drenagem, problemas de mobilidade e bairros que aguardavam intervenções estruturais faziam parte dessa realidade.
Foi nesse cenário que Douglas Ruas assumiu, em 2021, a Secretaria Municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Se no primeiro episódio desta série mostramos como a elaboração de projetos e a busca por recursos se tornaram pilares daquela administração, agora o Rede Católica News mostra como parte desse planejamento começou a aparecer nas ruas.
E foi justamente a combinação entre projeto, investimento e parceria institucional que abriu espaço para uma transformação urbana que continua produzindo resultados em São Gonçalo.
DAS PLANILHAS PARA AS RUAS
Uma cidade do tamanho de São Gonçalo não poderia ser transformada por uma única obra.
Era necessário atuar simultaneamente em diferentes frentes.
Pavimentação.
Drenagem.
Urbanização.
Mobilidade.
Recuperação de bairros.
E grandes projetos estruturantes.
Douglas Ruas ocupava uma secretaria voltada à integração e aos projetos especiais. Isso significa que nem todas as obras daquele período eram executadas diretamente por sua pasta.
Sua atuação estava principalmente na elaboração e articulação dos projetos e na integração entre diferentes setores da Prefeitura e outros níveis de governo.
Essa distinção é importante para compreender o papel desempenhado pelo então secretário.
ASFALTA SÃO GONÇALO
Entre as imagens que passaram a marcar aquele novo momento estavam as máquinas trabalhando nas ruas.
Em fevereiro de 2022, por exemplo, o programa Asfalta São Gonçalo realizava intervenções em Alcântara, maior centro comercial do município.
Trechos da Rua Antônio Sodré e da Estrada Raul Veiga receberam trabalhos de recapeamento.
Douglas Ruas acompanhou as intervenções ao lado do prefeito Capitão Nelson e de outros integrantes do governo municipal.
Mais do que recuperar uma via, as intervenções representavam uma tentativa de mudar uma realidade que durante anos havia sido uma das principais reclamações da população gonçalense.
MÃOS À OBRA: INFRAESTRUTURA CHEGANDO AOS BAIRROS
Outra iniciativa daquele período foi o programa Mãos à Obra.
O projeto foi estruturado conjuntamente pelo então secretário de Desenvolvimento Urbano, Junior Barboza, e Douglas Ruas, então secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Em fevereiro de 2022, a Prefeitura informava que 30 ruas estavam recebendo serviços de calçamento e/ou pavimentação através do programa.
A proposta buscava levar infraestrutura também para vias afastadas das regiões centrais e incluía participação da própria comunidade.
Era uma demonstração de que a transformação pretendida para São Gonçalo precisava chegar aos bairros.
DRENAGEM, PAVIMENTAÇÃO E URBANIZAÇÃO
Recuperar uma rua não significa simplesmente colocar uma camada de asfalto.
Em uma cidade com problemas históricos de infraestrutura, muitas intervenções precisam começar debaixo da terra.
Drenagem, preparação do solo, construção de calçadas, pavimentação e urbanização passaram a aparecer conjuntamente em diversos projetos.
Essa concepção se tornaria ainda mais evidente no maior projeto de mobilidade urbana da história de São Gonçalo.
O MUVI — Mobilidade Urbana Verde Integrada.
MUVI: UM PROJETO QUE MUDOU DE ESCALA
Talvez nenhum projeto simbolize melhor aquele período de planejamento do que o MUVI.
O projeto foi elaborado pela Secretaria Municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais (Semgipe), pasta então comandada por Douglas Ruas.
O próprio Douglas afirmaria posteriormente que participou da elaboração da iniciativa.
O que estava no papel tornou-se uma intervenção gigantesca.
Atualmente, o MUVI possui investimento informado de R$ 287 milhões e prevê um corredor de aproximadamente 18 quilômetros, ligando Neves a Guaxindiba.
Ao longo do percurso estão previstas intervenções de drenagem, pavimentação, novas calçadas, ciclovia, paisagismo e melhorias destinadas ao transporte coletivo.
Não se trata apenas de uma estrada.
Trata-se de uma reconfiguração de parte importante do eixo urbano de São Gonçalo.
UMA TRANSFORMAÇÃO QUE ATRAVESSA BAIRROS
O impacto do MUVI pode ser observado em diferentes regiões.
Neves.
Parada 40.
Camarão.
Centro.
Estrela do Norte.
São Miguel.
Jardim Catarina.
Guaxindiba.
São bairros ligados direta ou indiretamente pelo novo corredor e pelas intervenções realizadas ao longo de seu percurso.
Em julho de 2026, a Prefeitura informava que trechos do MUVI em Neves, Parada 40, Camarão, Centro e Estrela do Norte estavam praticamente concluídos e já apresentavam melhorias no trânsito.
Em Guaxindiba, as obras continuavam avançando.
O que nasceu como projeto durante a passagem de Douglas pela administração municipal atravessou diferentes etapas de governo e se transformou em uma das principais vitrines da parceria entre Prefeitura de São Gonçalo e Governo do Estado.
O PROJETO CONTINUOU — E DOUGLAS TAMBÉM
Existe um detalhe político importante nessa história.
Douglas deixou a Prefeitura em 2022 para disputar sua primeira eleição para deputado estadual.
Mas o projeto que ajudou a elaborar continuou avançando.
E, posteriormente, ocorreu algo incomum em sua trajetória.
Já como deputado estadual, Douglas licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Estado das Cidades.
Passou, então, a acompanhar pelo Governo do Estado a execução de um projeto cuja elaboração havia acompanhado quando estava do outro lado da parceria, na Prefeitura de São Gonçalo.
O secretário municipal que participou do planejamento tornou-se, anos depois, secretário estadual responsável por acompanhar a execução de grandes intervenções na própria cidade.
OUTRAS GRANDES INTERVENÇÕES
O novo ciclo de investimentos não ficou limitado ao MUVI.
Projetos executados posteriormente pelo Governo do Estado, através da Secretaria das Cidades, ampliaram as intervenções em São Gonçalo.
No Jardim Bom Retiro, um grande projeto contempla 64 ruas, com serviços de drenagem, pavimentação e urbanização e previsão de beneficiar mais de 20 mil moradores.
Em Sacramento, investimentos estaduais superiores a R$ 130 milhões contemplaram melhorias em aproximadamente 36 quilômetros e mais de uma centena de ruas.
Outro projeto de grande impacto é o Parque RJ, concebido para se tornar uma ampla área de lazer do município, com anfiteatro, skatepark, academia ao ar livre, espaço infantil e quadras esportivas.
Essas intervenções pertencem a uma etapa posterior da trajetória de Douglas, já como secretário estadual, mas ajudam a mostrar como a experiência iniciada em São Gonçalo ganhou uma dimensão ainda maior.
A CIDADE COMO VITRINE DE GESTÃO
Para Douglas Ruas, São Gonçalo deixou de representar apenas sua origem política.
A cidade tornou-se sua principal vitrine administrativa.
Primeiro, na elaboração e articulação de projetos.
Depois, no acompanhamento das obras.
E posteriormente, na ampliação das parcerias entre município e Estado.
A transformação urbana também teve consequência política.
Quando Douglas deixou a Prefeitura para disputar a eleição de 2022, sua imagem já estava associada à administração municipal e ao novo ciclo de investimentos.
Nas urnas, recebeu 175.977 votos e conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A segunda maior votação para deputado estadual naquele pleito colocou o ex-secretário municipal definitivamente entre os nomes de projeção da política fluminense.
DE SÃO GONÇALO PARA TODO O ESTADO
A história das obras de São Gonçalo ajuda a compreender o passo seguinte da trajetória de Douglas Ruas.
Antes de administrar projetos estaduais, ele participou de uma estrutura municipal que precisava convencer Brasília e o Governo do Estado de que São Gonçalo possuía projetos capazes de receber investimentos.
Depois, passou a ocupar justamente uma posição de articulação entre o Estado e os municípios.
O que começou com pavimentação, drenagem, urbanização e planejamento em São Gonçalo ganhou escala estadual.
As máquinas mudaram ruas.
Os projetos transformaram bairros.
E São Gonçalo se tornou o ponto de partida de uma trajetória que levaria Douglas Ruas da gestão municipal para a Assembleia Legislativa e, depois, para a Secretaria de Estado das Cidades.
A transformação da cidade estava nas ruas. A projeção de Douglas começava a ultrapassar as fronteiras de São Gonçalo.
PRÓXIMO EPISÓDIO
EPISÓDIO 3 — O HOMEM QUE BUSCAVA OS RECURSOS
A capacidade de articulação que ajudou São Gonçalo a conquistar investimentos.
No próximo episódio, o Rede Católica News vai mostrar as viagens a Brasília, as reuniões com representantes do Governo Federal, a relação com o Governo do Estado e a articulação política construída para transformar projetos municipais em propostas capazes de receber recursos.
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