A política de levar investimentos para além da capital e reconhecer a importância dos 92 municípios no desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro
Durante décadas, uma das principais reclamações dos moradores do interior fluminense foi a concentração de investimentos públicos na capital e nas áreas mais próximas ao centro político do estado.
Municípios das regiões Norte, Noroeste, Serrana, dos Lagos, Centro-Sul e da Costa Verde frequentemente enfrentam dificuldades para financiar obras estruturantes com recursos próprios. Pavimentação, drenagem, urbanização e mobilidade são demandas que exigem investimentos elevados e apoio do Governo do Estado.
Ao comandar a Secretaria de Estado das Cidades, Douglas Ruas defendeu uma atuação descentralizada, baseada no diálogo com as prefeituras e na presença do poder público em diferentes regiões.
A proposta era clara: compreender que o Rio de Janeiro não termina na capital.
UM ESTADO FORMADO POR 92 MUNICÍPIOS
O Estado do Rio de Janeiro possui 92 municípios, com características econômicas, sociais e territoriais muito diferentes.
Há cidades com forte atividade industrial, polos turísticos, regiões agrícolas, municípios produtores de petróleo e localidades cuja economia depende principalmente do comércio e dos serviços públicos.
Apesar dessas diferenças, muitas administrações municipais enfrentam um problema semelhante: a falta de recursos suficientes para realizar grandes obras de infraestrutura.
Nesse cenário, a parceria com o Governo do Estado torna-se fundamental para que projetos municipais consigam sair do papel.
À frente da Secretaria das Cidades, Douglas Ruas procurou aproximar a estrutura estadual das administrações locais, ouvindo prefeitos, secretários e lideranças responsáveis por apresentar as necessidades de cada município.
PRESENÇA EM 73 MUNICÍPIOS
Segundo informações divulgadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a gestão de Douglas Ruas na Secretaria das Cidades realizou obras em 73 municípios, com investimentos superiores a R$ 2 bilhões.
Os números demonstram o alcance territorial da atuação desenvolvida pela pasta.
Mais do que concentrar projetos em uma única região, a secretaria buscou atender cidades com diferentes perfis e necessidades, promovendo intervenções de urbanização, pavimentação, drenagem, mobilidade e recuperação de espaços públicos.
Para os municípios menores, o apoio estadual pode representar a única possibilidade de executar uma obra aguardada durante anos pela população.
Uma rua pavimentada, uma rede de drenagem ou uma área urbana recuperada podem parecer intervenções simples quando vistas isoladamente. Para quem mora no local, porém, significam mais segurança, mobilidade, valorização dos bairros e qualidade de vida.
DIÁLOGO DIRETO COM AS PREFEITURAS
A atuação estadual exigiu de Douglas Ruas uma capacidade permanente de diálogo.
Cada cidade possui prioridades próprias. Enquanto um município precisa combater alagamentos, outro necessita melhorar seus acessos, recuperar vias ou reorganizar áreas urbanas.
Por isso, a política de desenvolvimento regional não pode ser construída apenas a partir dos gabinetes da capital. É necessário conhecer as demandas locais e estabelecer parcerias com os gestores municipais.
A experiência adquirida por Douglas em São Gonçalo contribuiu para essa relação. Como ex-secretário municipal, ele conhecia as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras na elaboração de projetos, na obtenção de recursos e na execução das obras.
Na Secretaria das Cidades, essa experiência foi utilizada para construir uma ponte entre as administrações municipais e o Governo do Estado.
FORTALECER O INTERIOR É FORTALECER TODO O ESTADO
Investir no interior não representa apenas atender às necessidades de municípios distantes da capital.
Obras de infraestrutura ajudam a movimentar a economia, gerar empregos, facilitar o transporte da produção, fortalecer o turismo e ampliar a capacidade de desenvolvimento regional.
Quando uma cidade recebe investimentos, os benefícios também podem alcançar os municípios vizinhos. Uma estrada recuperada, um acesso melhorado ou uma área urbana revitalizada contribuem para a circulação de pessoas, mercadorias e serviços.
A descentralização dos investimentos, portanto, ajuda a reduzir desigualdades históricas entre as regiões do estado.
Para Douglas Ruas, a experiência na Secretaria das Cidades mostrou que governar o Rio de Janeiro exige conhecer sua diversidade e compreender que todos os municípios precisam participar do planejamento estadual.
CONHECIMENTO PARA UM PROJETO ESTADUAL
A passagem pela pasta também permitiu que Douglas ampliasse seu conhecimento sobre os desafios existentes fora da Região Metropolitana.
O contato com prefeitos, lideranças e moradores apresentou realidades que nem sempre recebem destaque no debate político estadual.
Esse aprendizado fortaleceu sua imagem como uma liderança com experiência para discutir um projeto de desenvolvimento destinado a todo o território fluminense.
A atuação em 73 municípios demonstrou que é possível levar investimentos estaduais para diferentes regiões quando existe planejamento, diálogo e capacidade de execução.
Mais do que um slogan, a afirmação “o interior também é Rio” resume uma visão de governo: nenhum município deve ser esquecido por causa de sua localização, de seu tamanho ou de sua distância da capital.
O desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro depende do fortalecimento de suas cidades. E uma administração verdadeiramente estadual precisa governar para todas elas.
No próximo episódio:
EPISÓDIO 7 — SEGURANÇA PÚBLICA: A EXPERIÊNCIA DE QUEM VEIO DA POLÍCIA
Policial civil, deputado e gestor: a segurança pública como uma das marcas da trajetória de Douglas Ruas.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
RCNEWS — Rede Católica News
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Fonte dos dados: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro


