Candidato ao governo do Rio defende autonomia política e lembra que parte de seus eleitores não acompanha sua escolha para a Presidência
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, reafirmou nesta quarta-feira, 7 de outubro, que votará e fará campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Ao mesmo tempo, rejeitou a ideia de uma relação de subordinação ao petista.
Durante uma agenda de campanha na Rocinha, na Zona Sul da capital, Paes destacou que sua base eleitoral também reúne pessoas que não apoiam Lula.
“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, declarou.
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A fala combina a manutenção da aliança presidencial com uma afirmação de identidade política própria. Ao lembrar que pertence ao PSD e que não compartilha todas as posições de Lula, Paes estabelece limites para a associação de sua candidatura ao PT.
A declaração pode ser interpretada como um movimento de distanciamento no discurso, especialmente pela referência aos eleitores que votam nele, mas rejeitam o presidente. Essa leitura, contudo, não equivale a um anúncio de rompimento: Paes afirmou expressamente que continuará fazendo campanha para Lula.
O desafio político exposto pela própria declaração é conciliar o apoio ao petista com uma candidatura estadual que pretende alcançar eleitores de diferentes correntes. Na Rocinha, Paes deixou seu recado: a aliança permanece, acompanhada de uma reivindicação pública de autonomia.
Reportagem: Marcelo Rodrigues.
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Fonte: informações e declaração divulgadas pela Jovem Pan.


