INVESTIGADO DESDE JULHO, LULINHA AINDA NÃO HAVIA DEPOSTO À PF, DIZ METRÓPOLES

Política

Reportagem aponta três inquéritos sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência; defesa nega irregularidades

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ainda não havia sido ouvido pela Polícia Federal nas investigações mencionadas em reportagem do Metrópoles publicada em sábado, 17 de outubro. A informação é da coluna de Andreza Matais.

Segundo o veículo, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de três inquéritos abertos a partir de 30 de julho de 2026. As apurações tratam de suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios envolvendo órgãos federais.

O primeiro procedimento envolve negócios relacionados a medicamentos à base de canabidiol e possíveis vínculos com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Outras duas investigações foram abertas em 31 de julho e 4 de agosto, conforme a reportagem.

ORIGEM DAS APURAÇÕES

A relação de Lulinha com a empresária e lobista Roberta Luchsinger está entre os pontos examinados. Investigações originadas no contexto da Operação Sem Desconto passaram a analisar possíveis articulações para influenciar decisões do governo federal.

É necessário distinguir essas suspeitas da acusação de participação direta nos descontos indevidos de aposentados: a existência de investigações relacionadas não permite atribuir automaticamente ao empresário envolvimento nas fraudes contra beneficiários do INSS.

O QUE DIZ A DEFESA

A defesa de Lulinha nega irregularidades. Em manifestação à BBC News Brasil, reproduzida pelo jornal O Povo, os advogados afirmaram que não discutiriam questões de mérito baseadas em relatórios policiais iniciais e sustentaram que a inocência do empresário será demonstrada no processo.

AUSÊNCIA DE DEPOIMENTO NÃO É RECUSA

A informação de que Lulinha ainda não havia prestado depoimento se refere ao estágio descrito pelo Metrópoles na publicação de 17 de outubro. Ela não demonstra, por si só, que tenha havido recusa em colaborar, descumprimento de intimação ou favorecimento.

Essas conclusões exigiriam informações adicionais sobre eventuais convocações, diligências e decisões dos responsáveis pelos inquéritos. Da mesma forma, a condição de investigado não equivale a uma condenação.

Reportagem: Marcelo Rodrigues.
Com informações do Metrópoles e da BBC News Brasil, reproduzidas pelo O Povo.

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