Presidente afirmou que o Brasil precisa investir estrategicamente nas Forças Armadas para proteger sua soberania em um cenário internacional de incertezas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento da defesa nacional durante a cerimônia de lançamento ao mar da fragata Cunha Moreira, realizada em Santa Catarina. Em seu discurso, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil deve tratar a área de defesa como um tema estratégico e prioritário diante do atual cenário geopolítico internacional.
Lula ressaltou que não deseja conflitos, mas afirmou que o país precisa estar preparado para enfrentar eventuais desafios.
«”Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada. Eu tenho de me cuidar”, declarou.»
Ao comentar o cenário internacional, o presidente citou declarações atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá, utilizando esses exemplos para defender que o Brasil mantenha atenção às mudanças no equilíbrio geopolítico mundial.
«”Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar Estado dele. Quer tomar o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, afirmou.»
Durante a cerimônia, Lula destacou que o país precisa ir além da simples reposição de equipamentos militares antigos. Segundo ele, é necessário desenvolver um projeto estratégico de longo prazo capaz de fortalecer a capacidade de defesa do território nacional.
O presidente afirmou que os investimentos devem considerar a dimensão continental do Brasil, responsável por proteger aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados de território e uma população superior a 215 milhões de habitantes.
A cerimônia marcou mais uma etapa do programa de modernização da Marinha do Brasil, voltado ao fortalecimento da capacidade operacional das Forças Armadas e da proteção da soberania nacional.
As declarações do presidente reacenderam o debate sobre o papel da defesa nacional diante das transformações no cenário internacional e dos desafios relacionados à segurança, à soberania e à proteção das fronteiras brasileiras.



