Presidente nacional do PL minimizou o comparecimento ao ato realizado em Copacabana e reconheceu que a capacidade de mobilização de Jair Bolsonaro é difícil de igualar
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, minimizou o público registrado durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O ato ocorreu no domingo (16), na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Em declaração à coluna do jornalista Igor Gadelha, Valdemar atribuiu o comparecimento abaixo do esperado principalmente às condições climáticas. O dia estava nublado, fator que, segundo ele, teria contribuído para afastar parte dos apoiadores.
“Normal, o tempo não estava bom, e o próprio Flávio falou que igual ao Bolsonaro não existe”, declarou o dirigente partidário.
A afirmação também evidencia o desafio enfrentado por Flávio Bolsonaro na tentativa de herdar o capital político e a capacidade de mobilização popular do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido por reunir grandes concentrações de apoiadores em manifestações realizadas em diferentes regiões do país.
ESTIMATIVA APONTA 8,9 MIL PARTICIPANTES
De acordo com levantamento do Monitor do Debate Político, vinculado à Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a organização More in Common, aproximadamente 8,9 mil pessoas estavam presentes no momento de maior concentração, registrado por volta das 11h30.
Considerando a margem de erro de 12%, a estimativa varia entre 7,8 mil e 9,9 mil participantes.
A expectativa entre aliados do candidato era de uma mobilização maior, especialmente por Copacabana ser considerada um dos principais palcos das manifestações bolsonaristas no Rio de Janeiro. A orla foi escolhida em diferentes ocasiões por Jair Bolsonaro para a realização de atos políticos e demonstrações públicas de apoio.
DESAFIO PARA A CAMPANHA
O público registrado no lançamento deverá ser avaliado pela direção do PL e pelos coordenadores da candidatura. Embora Valdemar tenha minimizado o resultado, a campanha enfrenta agora o desafio de ampliar a mobilização e consolidar Flávio Bolsonaro como principal representante do grupo político liderado por seu pai.
O desempenho dos próximos atos poderá indicar até que ponto o senador conseguirá transformar o apoio ao ex-presidente em engajamento efetivo em torno de sua própria candidatura ao Palácio do Planalto.
Reportagem: Marcelo Rodrigues
Fonte: coluna de Igor Gadelha/Metrópoles
Foto: Luis Gustavo Nova/Metrópoles


