EPISÓDIO 9 — POR QUE DIEGO QUAQUÁ SE APRESENTA COMO “O DEPUTADO DAS FAVELAS”
CANDIDATO COLOCA AS COMUNIDADES POPULARES NO CENTRO DE SEU PROJETO PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS
Experiências nas áreas de economia solidária e habitação aproximaram Diego das demandas por moradia digna, geração de renda, urbanização e oportunidades
Ao se apresentar como “o Deputado das Favelas”, Diego Quaquá procura estabelecer uma identidade clara para sua candidatura à Câmara dos Deputados.
A expressão não funciona apenas como um slogan eleitoral. Ela representa o compromisso público de transformar as necessidades das favelas e comunidades populares em uma das prioridades de um eventual mandato no Congresso Nacional.
Diego sustenta que esses territórios não podem continuar sendo lembrados pelo poder público somente durante as campanhas eleitorais ou em momentos de crise.
Para o candidato, representar as favelas significa conhecer suas demandas, dialogar com os moradores e defender investimentos capazes de melhorar concretamente a vida das famílias.
Essa identificação foi construída principalmente a partir de suas experiências nas secretarias de Desenvolvimento Econômico Solidário e de Habitação da Prefeitura do Rio.
AS FAVELAS COMO PARTE DA CIDADE
As favelas fazem parte da história, da economia e da cultura do Rio de Janeiro.
Milhões de pessoas vivem, trabalham, estudam, empreendem e constroem suas famílias nesses territórios. Apesar dessa importância, muitas comunidades ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao saneamento, à pavimentação, à iluminação, à mobilidade e ao acesso aos serviços públicos.
Diego defende que o morador da favela precisa ser tratado com os mesmos direitos garantidos aos cidadãos de qualquer outro bairro.
Água, esgoto, drenagem, iluminação, moradia digna, transporte e áreas de lazer não podem ser apresentados como favores políticos. São direitos que devem ser assegurados pelo Estado.
Essa visão orientou parte de sua atuação na Secretaria Municipal de Habitação.
Durante sua passagem pela pasta, Diego participou de intervenções do programa Morar Carioca em comunidades das zonas Norte e Oeste. Os projetos incluíram redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, pavimentação, iluminação, contenção de encostas e construção de espaços de convivência.
ECONOMIA QUE NASCE DENTRO DAS COMUNIDADES
Antes de assumir a Habitação, Diego comandou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio.
Na pasta, trabalhou com pequenos produtores, artesãos, cooperativas e empreendedores populares.
A experiência reforçou a compreensão de que a favela não é apenas um território de necessidades. Ela também possui uma intensa atividade econômica.
Dentro das comunidades existem mercados, salões de beleza, oficinas, restaurantes, costureiras, trabalhadores da construção civil, produtores culturais, comerciantes e prestadores de serviços.
Muitos desses trabalhadores, entretanto, encontram dificuldades para acessar crédito, capacitação, tecnologia e oportunidades de venda.
Diego passou a defender políticas capazes de fortalecer essa economia que já existe dentro das favelas.
Entre as iniciativas acompanhadas por ele estavam o cadastramento dos trabalhadores da economia solidária, a Carteira do Artesão Carioca e a plataforma Compre.Rio, criada para conectar pequenos produtores aos consumidores por meio da internet.
A proposta era oferecer condições para que os empreendedores populares ampliassem seus negócios e conquistassem maior autonomia financeira.
A EXPERIÊNCIA DE MARICÁ
A defesa da economia das comunidades também está ligada à trajetória de Diego em Maricá.
Como secretário municipal de Economia Solidária, ele participou da modernização da Moeda Social Mumbuca e da ampliação dos programas de transferência de renda.
A lógica da moeda social é manter os recursos circulando nos estabelecimentos do próprio município.
Quando uma família utiliza o benefício em um pequeno comércio, o dinheiro ajuda o beneficiário e, ao mesmo tempo, fortalece o empreendedor local.
Diego considera que essa experiência pode contribuir para a formulação de políticas destinadas às favelas, respeitando as características e necessidades de cada território.
Bancos comunitários, moedas sociais, linhas de crédito e programas de capacitação podem funcionar como instrumentos para estimular o desenvolvimento das comunidades.
HABITAÇÃO E URBANIZAÇÃO
A experiência na Secretaria de Habitação mostrou a Diego que a transformação das favelas depende de investimentos contínuos.
Uma intervenção isolada pode resolver um problema imediato, mas não substitui uma política permanente de urbanização.
As comunidades precisam de planejamento, acompanhamento técnico e recursos para obras de saneamento, contenção de encostas, drenagem e melhoria habitacional.
Também necessitam de equipamentos esportivos, áreas de convivência e espaços públicos adequados para crianças, jovens e idosos.
Como deputado federal, Diego poderá participar das decisões relacionadas ao orçamento da União e defender recursos para programas habitacionais executados pelos estados e municípios.
Também poderá fiscalizar a aplicação das verbas e propor leis que fortaleçam a urbanização e a regularização das comunidades.
MOBILIDADE COMO DIREITO
A mobilidade também aparece entre os temas associados à campanha de Diego.
Em materiais eleitorais, o candidato passou a relacionar a defesa das favelas à proposta do transporte público gratuito, utilizando a expressão “Tarifa Zero é direito”.
A experiência de Maricá, que mantém ônibus municipais gratuitos, é apresentada como uma referência para esse debate.
Para quem vive distante dos principais centros de emprego e serviços, o custo do transporte possui um peso significativo no orçamento familiar.
A gratuidade ou a redução das tarifas pode ampliar o acesso ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.
A implantação de um modelo de Tarifa Zero em outras cidades, entretanto, depende de planejamento, fontes permanentes de financiamento e participação dos governos municipais, estaduais e federal.
REPRESENTAÇÃO EXIGE PRESENÇA E RESULTADOS
A denominação “Deputado das Favelas” cria uma expectativa que ultrapassa o período eleitoral.
Representar as comunidades significa manter canais permanentes de diálogo, ouvir as lideranças locais, prestar contas e transformar as demandas recebidas em ações parlamentares.
Um deputado federal pode apresentar projetos de lei, fiscalizar o Poder Executivo, participar das comissões da Câmara e destinar emendas para programas e obras.
Também pode articular recursos federais para saneamento, habitação, geração de renda, esporte, cultura e mobilidade.
Diego afirma que pretende colocar essas ferramentas a serviço das comunidades populares do Estado do Rio de Janeiro.
O desafio será transformar a identidade apresentada na campanha em resultados concretos durante o mandato.
UMA ESCOLHA POLÍTICA
Ao escolher as favelas como centro de seu projeto, Diego Quaquá procura dar visibilidade a uma parcela expressiva da população que historicamente cobra maior presença do poder público.
Sua experiência administrativa oferece referências nas áreas de economia solidária, transferência de renda, urbanização e habitação.
Agora, o candidato busca levar esse conjunto de experiências para a Câmara dos Deputados.
Mais do que falar em nome das comunidades, Diego terá a responsabilidade de construir propostas com os moradores e reconhecer o protagonismo de quem vive diariamente nesses territórios.
Ser “o Deputado das Favelas” significa assumir que o desenvolvimento do Rio de Janeiro somente será completo quando chegar a todas as regiões, independentemente do endereço ou da condição social de seus moradores.
No próximo e último episódio, o Rede Católica News reunirá a trajetória, as experiências e os principais compromissos apresentados por Diego Quaquá em seu projeto para deputado federal.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO:
O PROJETO DE DIEGO QUAQUÁ PARA DEPUTADO FEDERAL
Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News — informação com responsabilidade cristã
www.redecatolicanews.com.br


