EPISÓDIO 8 — A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADA EM LIVRO
EM “MOEDAS SOCIAIS”, DIEGO QUAQUÁ REGISTRA A HISTÓRIA DA MUMBUCA E DEFENDE NOVOS CAMINHOS PARA A INCLUSÃO ECONÔMICA
Obra reúne dados, análises e experiências sobre renda básica, bancos comunitários e fortalecimento da economia local
A experiência de Diego Quaquá com políticas de economia solidária não permaneceu restrita aos cargos que ocupou nas prefeituras de Maricá e do Rio de Janeiro.
Parte do conhecimento adquirido durante sua trajetória administrativa foi transformada no livro “Moedas Sociais — A Moeda Mumbuca de Maricá e outros exemplos”.
Publicada sob o nome Diego Zeidan, pelo qual o candidato foi conhecido durante grande parte de sua vida pública, a obra apresenta a trajetória da Moeda Social Mumbuca, o funcionamento do Banco Mumbuca e a utilização da Renda Básica da Cidadania como instrumento de inclusão.
Com aproximadamente 200 páginas, o livro também analisa outras experiências desenvolvidas no Brasil e apresenta as moedas sociais como ferramentas capazes de combater a pobreza, estimular os pequenos negócios e manter os recursos em circulação dentro das próprias cidades.
DA GESTÃO PARA A PRODUÇÃO INTELECTUAL
Diego conheceu o funcionamento da Mumbuca a partir de sua participação na administração de Maricá.
Em 2017, assumiu a Secretaria Municipal de Economia Solidária e participou de uma importante etapa de modernização e ampliação dos programas sociais.
Durante sua gestão, foi implantada a plataforma E-dinheiro, utilizada para viabilizar digitalmente a circulação da moeda. Diego também liderou a ampliação dos cadastros e participou da integração de benefícios em torno da Renda Básica da Cidadania.
Posteriormente, como vice-prefeito de Maricá e secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio, ele passou a defender a adaptação dessas experiências a outras realidades municipais.
O livro nasceu desse contato entre teoria e prática.
Em vez de abordar o tema apenas sob uma perspectiva acadêmica, Diego apresenta uma experiência que acompanhou dentro da administração pública e que produziu efeitos concretos na vida dos moradores e dos comerciantes.
A HISTÓRIA DA MUMBUCA
Criada em 2013, durante a gestão do então prefeito Washington Quaquá, a Mumbuca foi instituída para combater a pobreza e fortalecer a economia de Maricá.
A moeda possui paridade com o real: uma Mumbuca corresponde a um real.
Os benefícios são depositados nas contas dos moradores cadastrados e podem ser utilizados nos estabelecimentos participantes do sistema.
Como a moeda circula dentro de uma rede local, os recursos recebidos pelas famílias também ajudam a movimentar os pequenos e médios negócios do município.
O comerciante vende mais, o trabalhador encontra novas oportunidades e parte do dinheiro permanece circulando na cidade.
No livro, Diego apresenta essa trajetória desde a criação do Banco Mumbuca e da Renda Básica da Cidadania até a expansão dos programas e os desafios encontrados durante o processo.
DADOS, ANÁLISES E RELATOS HISTÓRICOS
A obra reúne dados e análises sobre o impacto da moeda na economia de Maricá.
Na época do lançamento do livro, em agosto de 2025, informações divulgadas pela Prefeitura indicavam que a Mumbuca movimentava mais de 22% da economia local.
A Renda Básica da Cidadania era utilizada por aproximadamente 32 mil famílias em situação de vulnerabilidade, com o pagamento de um benefício mensal de 230 Mumbucas por integrante.
Os números apresentados correspondem ao crescimento acumulado de uma política construída ao longo de diferentes governos e equipes administrativas.
Diego procura mostrar como essa experiência municipal se consolidou e passou a despertar o interesse de pesquisadores, gestores públicos e organizações dedicadas ao estudo da renda básica.
OUTROS EXEMPLOS BRASILEIROS
Embora Maricá ocupe uma posição central na narrativa, o livro não se limita à experiência da Mumbuca.
A publicação também contextualiza moedas sociais implantadas em outros municípios brasileiros, entre eles Niterói, Cabo Frio, Petrópolis e Macaé.
Algumas dessas iniciativas foram inspiradas no modelo maricaense e adaptadas às características econômicas e sociais de cada cidade.
A comparação mostra que as moedas sociais não precisam seguir um único formato. Cada município pode desenvolver seu programa de acordo com a população atendida, a capacidade financeira e os objetivos estabelecidos.
O elemento comum é a tentativa de utilizar os recursos públicos para proteger as famílias e movimentar a economia dos próprios territórios.
LANÇAMENTO DURANTE CONGRESSO INTERNACIONAL
O lançamento ocorreu em 25 de agosto de 2025, no Cine Henfil, no Centro de Maricá.
A apresentação do livro integrou a abertura do 24º Congresso da Rede Mundial de Renda Básica, o BIEN 2025.
O evento reuniu pesquisadores, gestores, ativistas e especialistas de diferentes países para discutir programas de renda básica e mecanismos de proteção social.
A escolha daquele momento para o lançamento deu projeção internacional à publicação e colocou a experiência de Maricá no centro dos debates sobre o tema.
Na ocasião, Diego afirmou que a Mumbuca representava parte da sociedade que desejava construir, baseada em dignidade e justiça social.
UM LIVRO PARA GESTORES E PESQUISADORES
A publicação procura dialogar com diferentes públicos.
Para os gestores, apresenta uma experiência concreta de implantação e ampliação de uma política de renda. Para pesquisadores, reúne informações sobre o funcionamento de uma moeda social de grande alcance.
Para os cidadãos, explica como o dinheiro público pode ser utilizado para produzir efeitos que vão além do pagamento de um benefício.
A obra também mostra que a atuação política não precisa se limitar aos discursos e às campanhas eleitorais. O registro das experiências permite que acertos, dificuldades e aprendizados sejam estudados e utilizados na construção de novos programas.
DO LIVRO AO PROJETO PARA O CONGRESSO
Como candidato a deputado federal, Diego Quaquá utiliza o livro para apresentar uma das principais bases de seu projeto político.
Ele defende que a União incentive os bancos comunitários, a economia solidária, a inclusão financeira e as políticas de transferência de renda associadas ao desenvolvimento local.
Na Câmara dos Deputados, esses temas podem ser tratados por meio de projetos de lei, debates, fiscalização dos programas federais e destinação de recursos para estados e municípios.
A experiência da Mumbuca não pode ser automaticamente reproduzida em todas as cidades. Cada localidade possui condições econômicas, sociais e orçamentárias diferentes.
O livro, entretanto, apresenta o modelo como uma referência que pode ser estudada, adaptada e aprimorada.
Ao transformar sua experiência administrativa em produção intelectual, Diego procura mostrar que suas propostas possuem uma base construída na gestão pública.
No próximo episódio, o Rede Católica News explicará por que o candidato passou a se apresentar como “o Deputado das Favelas” e quais compromissos estão associados a essa identificação.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO:
POR QUE DIEGO QUAQUÁ SE APRESENTA COMO “O DEPUTADO DAS FAVELAS”
Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News — informação com responsabilidade cristã
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