EPISÓDIO 6 — A EXPERIÊNCIA NA PREFEITURA DO RIO
DIEGO QUAQUÁ LEVOU A EXPERIÊNCIA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA DE MARICÁ PARA A CAPITAL FLUMINENSE
À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário, candidato a deputado federal trabalhou com artesãos, pequenos produtores e empreendedores populares e participou da criação de ferramentas para ampliar oportunidades
Depois de atuar na administração de Maricá, Diego Quaquá recebeu o desafio de levar sua experiência com políticas de economia solidária para a cidade do Rio de Janeiro.
Em março de 2023, ainda conhecido publicamente como Diego Zeidan, ele licenciou-se do cargo de vice-prefeito de Maricá para assumir a recém-criada Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário da capital.
A mudança representou uma nova etapa em sua trajetória.
Maricá havia se tornado uma referência nacional na utilização de moedas sociais, programas de transferência de renda e instrumentos de fortalecimento da economia local. O Rio de Janeiro, porém, apresentava uma realidade muito mais ampla e complexa.
Com milhões de moradores, profundas desigualdades sociais e centenas de favelas e comunidades populares, a capital exigia políticas capazes de alcançar trabalhadores que frequentemente permanecem fora das estruturas tradicionais da economia.
O DESAFIO DE UMA CIDADE DESIGUAL
A missão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário era formular políticas de geração de trabalho, distribuição de renda e inclusão social.
Sob o comando de Diego, a pasta buscou aproximar o poder público dos pequenos empreendedores, artesãos, trabalhadores autônomos, cooperativas e iniciativas comunitárias.
Grande parte desses profissionais produz, comercializa e presta serviços sem acesso adequado a crédito, capacitação, tecnologia ou espaços permanentes de venda.
Para Diego, a economia solidária poderia atuar justamente nessa lacuna, oferecendo instrumentos para que esses trabalhadores ampliassem sua renda e conquistassem maior autonomia.
A experiência acumulada em Maricá passou a servir como referência, mas precisava ser adaptada às dimensões e às diferentes realidades dos bairros cariocas.
CADASTRO E RECONHECIMENTO DOS ARTESÃOS
Uma das ações desenvolvidas durante sua gestão foi o fortalecimento do Cadastro Municipal de Economia Solidária do Rio de Janeiro, conhecido como CADSOL.
O cadastro permitiu ao município identificar os trabalhadores e empreendimentos ligados à economia solidária, compreender suas atividades e organizar políticas específicas para o setor.
Equipes realizaram atendimentos em diferentes bairros para aproximar o serviço dos profissionais.
Em março de 2024, a Prefeitura entregou a primeira Carteira do Artesão Carioca a aproximadamente 400 trabalhadores cadastrados.
O documento representava o reconhecimento formal da atividade e facilitava a identificação dos artesãos que trabalhavam nas ruas, feiras e eventos da cidade.
A carteira também possibilitava o acesso a oportunidades oferecidas pela secretaria e a descontos na aquisição de materiais e insumos utilizados na produção artesanal.
Para trabalhadores que muitas vezes desenvolvem suas atividades de maneira informal e enfrentam dificuldades diante da fiscalização, o reconhecimento municipal representou uma conquista importante.
TECNOLOGIA PARA OS PEQUENOS EMPREENDEDORES
Outra iniciativa apresentada durante a gestão de Diego foi a plataforma Compre.Rio.
Lançado em março de 2024, o sistema foi criado para aproximar pequenos produtores e consumidores por meio de uma plataforma digital de vendas.
O empreendedor poderia realizar seu cadastro, apresentar seus produtos e encontrar compradores pela internet.
A proposta procurava reduzir as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da economia solidária para participar do comércio eletrônico.
Enquanto grandes empresas contam com recursos para investir em publicidade, tecnologia e distribuição, artesãos e pequenos produtores frequentemente dependem apenas das vendas realizadas em feiras e eventos presenciais.
A Compre.Rio buscou ampliar esse mercado e oferecer novas possibilidades de geração de renda.
A plataforma foi desenvolvida por meio de um acordo de cooperação entre a Prefeitura do Rio e a Companhia de Desenvolvimento de Maricá, a Codemar. Os Correios também participaram como parceiros na distribuição dos produtos.
A iniciativa simbolizou a criação de uma ponte concreta entre as experiências administrativas das duas cidades.
DESENVOLVIMENTO QUE COMEÇA NOS TERRITÓRIOS
A proposta defendida por Diego partia do entendimento de que as favelas e bairros populares não podem ser vistos apenas como locais de carência.
Esses territórios também possuem produção, comércio, cultura, prestação de serviços e capacidade de inovação.
Costureiras, cozinheiras, artesãos, produtores culturais, trabalhadores da construção civil, comerciantes e prestadores de serviços movimentam diariamente a economia das comunidades.
O desafio do poder público seria reconhecer essa força e criar condições para que esses trabalhadores tivessem acesso a crédito, capacitação, tecnologia e novos mercados.
Essa visão aproximou Diego das demandas das favelas e contribuiu para a construção da identidade política que ele apresenta atualmente ao eleitorado.
ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO POLÍTICA PÚBLICA
Durante sua passagem pela secretaria, Diego também integrou o Conselho Municipal de Economia Solidária, espaço formado por representantes do poder público e da sociedade civil.
A participação de associações, cooperativas e redes territoriais permitia que trabalhadores do setor contribuíssem para a formulação das políticas municipais.
Esse modelo busca evitar que as decisões sejam tomadas apenas dentro dos gabinetes, sem considerar a experiência de quem atua diariamente nas comunidades.
A economia solidária apresentada por Diego não se limitava a programas de assistência. Sua proposta envolvia geração de renda, apoio à produção, inclusão digital, organização dos trabalhadores e fortalecimento dos mercados locais.
UM NOVO PASSO NA TRAJETÓRIA
A passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário ampliou a experiência administrativa de Diego Quaquá.
Ele deixou a realidade de um município de porte médio para trabalhar na maior cidade do Estado do Rio de Janeiro e em uma estrutura marcada por desafios sociais de grandes proporções.
O contato com os empreendedores populares, artesãos e trabalhadores das comunidades fortaleceu sua defesa de políticas voltadas às favelas.
Agora, como candidato a deputado federal, Diego pretende transformar parte dessas experiências em propostas de alcance nacional.
Seu projeto inclui o incentivo à economia solidária, o fortalecimento dos bancos comunitários, a inclusão digital dos pequenos empreendedores e a criação de oportunidades para quem trabalha nas periferias.
A experiência na capital também preparou Diego para assumir outra área diretamente ligada à vida das famílias mais vulneráveis: a política habitacional.
No próximo episódio, o Rede Católica News apresentará sua passagem pela Secretaria Municipal de Habitação do Rio e o contato com os desafios da moradia nas favelas e comunidades populares.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO:
DIEGO QUAQUÁ E O DESAFIO DA HABITAÇÃO NO RIO DE JANEIRO
Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News — informação com responsabilidade cristã
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