EPISÓDIO 7 — O DESAFIO DA HABITAÇÃO NO RIO DE JANEIRO
À FRENTE DA SECRETARIA DE HABITAÇÃO, DIEGO QUAQUÁ PARTICIPOU DE OBRAS DE URBANIZAÇÃO EM FAVELAS CARIOCAS
Candidato a deputado federal acompanhou intervenções do Morar Carioca com saneamento, pavimentação, iluminação, áreas de lazer e melhorias na infraestrutura das comunidades
Depois de trabalhar com políticas de economia solidária, geração de renda e apoio aos pequenos empreendedores, Diego Quaquá assumiu uma nova responsabilidade na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Como secretário municipal de Habitação, ele passou a enfrentar um dos problemas mais graves e antigos da capital: as condições de moradia de milhares de famílias que vivem em favelas e comunidades populares.
A nova função ampliou o contato de Diego com territórios marcados pela ausência histórica de saneamento, pavimentação, iluminação, drenagem e áreas adequadas de lazer.
A experiência também fortaleceu uma convicção presente em seu discurso político: o endereço de uma família não pode determinar a qualidade dos serviços públicos que ela recebe.
HABITAÇÃO É MAIS DO QUE CONSTRUIR CASAS
O trabalho da Secretaria Municipal de Habitação não se limita à construção de conjuntos residenciais.
A pasta também atua na urbanização das comunidades, na instalação de redes de água e esgoto, na drenagem das águas da chuva, na pavimentação das ruas, na contenção de encostas e na construção de espaços de convivência.
Essas intervenções possuem impacto direto na saúde, na segurança e na dignidade dos moradores.
Uma rua sem drenagem pode ficar alagada durante uma tempestade. A falta de esgotamento sanitário aumenta os riscos de doenças. A ausência de iluminação dificulta a circulação das famílias e amplia a sensação de insegurança.
Por isso, a política habitacional precisa considerar a comunidade como um conjunto. Moradia digna envolve a casa, mas também o acesso aos serviços essenciais e a integração do território à cidade.
MORAR CARIOCA NAS COMUNIDADES
Durante a gestão de Diego, o programa Morar Carioca esteve no centro das ações de urbanização acompanhadas pela secretaria.
Em abril de 2025, trechos de obras foram entregues na Favela Parque das Mangueiras, em Bangu, e na Travessa Humberto Teixeira, em Padre Miguel, na Zona Oeste.
As intervenções incluíram redes de abastecimento de água, drenagem, esgotamento sanitário e pavimentação.
Segundo a Prefeitura do Rio, o investimento chegou a R$ 18 milhões e foi planejado para atender 635 domicílios e aproximadamente 2.540 moradores.
Na ocasião, Diego destacou que aquela era a primeira intervenção de urbanização realizada pelo município em parte das comunidades atendidas e afirmou que as obras levariam mais dignidade aos moradores.
O resultado demonstrou como melhorias aparentemente básicas podem transformar a rotina de famílias que aguardaram durante anos pela presença do poder público.
PROJETOS NAS ZONAS NORTE E OESTE
Em maio de 2025, a Secretaria de Habitação apresentou novos projetos do Morar Carioca destinados a comunidades das zonas Norte e Oeste.
As iniciativas foram planejadas para beneficiar aproximadamente oito mil moradores em quatro localidades.
No Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, foi apresentado um projeto de revitalização do Campo do Teleférico. A proposta previa urbanização, pavimentação, quadras esportivas, parque infantil, Academia da Terceira Idade, área de convivência, capela e quiosque.
No Campo da Vinte, em Cosmos, as ações incluíam a reforma do campo e a implantação de quadras, parque infantil e equipamentos para atividades físicas.
No Parque Linear de Vila Kennedy, o projeto previa campos de futebol, anfiteatro, ringue de boxe, Academia da Terceira Idade, iluminação, arborização e recuperação das fachadas do entorno.
Na Pousada dos Cavalheiros, em Santíssimo, foram iniciados serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, pavimentação, drenagem, iluminação pública, paisagismo e construção de áreas de lazer.
A presença de equipamentos esportivos e espaços de convivência mostra que urbanizar uma favela não significa apenas executar obras de concreto.
Também é necessário oferecer locais nos quais crianças, jovens, adultos e idosos possam praticar atividades, conviver e fortalecer os vínculos comunitários.
OBRAS NO MORRO DA MATRIZ E NO MORRO DO QUETO
Outro projeto acompanhado por Diego foi o início das obras do Morar Carioca nas comunidades do Morro da Matriz e do Morro do Queto, em Sampaio, na Zona Norte.
As intervenções foram anunciadas para uma área superior a 83 mil metros quadrados, com a construção de redes de água, drenagem e esgotamento sanitário.
O projeto também incluiu pavimentação, iluminação pública, contenção de encostas, paisagismo e espaços de lazer.
Com investimento previsto de R$ 22 milhões, as obras foram planejadas para beneficiar 3.221 moradores de 835 domicílios.
Na ocasião, Diego classificou o Morar Carioca como um programa capaz de transformar a vida das famílias que vivem nas comunidades.
DIÁLOGO COM OS MORADORES
Um dos desafios das intervenções realizadas em favelas é garantir que os projetos considerem as necessidades de quem vive no território.
Cada comunidade possui características próprias. Algumas enfrentam problemas mais graves de saneamento. Outras precisam de contenção de encostas, pavimentação, iluminação ou espaços para atividades esportivas.
Por isso, o diálogo com associações de moradores e lideranças comunitárias é fundamental para ajustar os projetos e estabelecer prioridades.
Durante as apresentações das obras, representantes da Prefeitura defenderam a participação dos moradores no acompanhamento das intervenções.
Essa aproximação entre administração e comunidade também passou a ocupar uma posição importante na construção política de Diego.
O “DEPUTADO DAS FAVELAS”
A passagem pela Secretaria de Habitação ajudou a consolidar a identificação adotada por Diego Quaquá em sua candidatura a deputado federal.
Ao se apresentar como “o Deputado das Favelas”, ele procura associar sua campanha à experiência adquirida dentro das comunidades e à defesa de investimentos públicos nesses territórios.
Diego sustenta que as favelas não podem continuar recebendo serviços inferiores aos oferecidos em outras regiões da cidade.
Saneamento básico, água, pavimentação, iluminação, segurança, áreas de lazer e moradia digna não devem ser tratados como favores. São direitos dos cidadãos.
A atuação na habitação também permitiu que Diego unisse duas áreas de sua trajetória: o desenvolvimento econômico e a melhoria das condições urbanas.
Uma comunidade urbanizada, com infraestrutura e serviços públicos, oferece melhores condições para os comerciantes, trabalhadores e empreendedores locais.
DA GESTÃO AO CONGRESSO NACIONAL
Como candidato a deputado federal, Diego pretende levar o debate sobre habitação e urbanização das favelas para o Congresso Nacional.
A União possui um papel fundamental no financiamento de programas habitacionais, obras de saneamento e projetos de infraestrutura realizados pelos estados e municípios.
Um deputado federal também pode participar da elaboração das leis, fiscalizar os programas nacionais e destinar emendas parlamentares para obras nas comunidades.
Diego apresenta sua experiência na Secretaria de Habitação como preparação para essa responsabilidade.
Sua passagem pela pasta colocou o candidato diante de problemas concretos e mostrou que a dignidade das famílias depende de decisões políticas, planejamento e aplicação correta dos recursos públicos.
No próximo episódio, o Rede Católica News apresentará a produção intelectual de Diego Quaquá e o livro no qual ele registrou a experiência das moedas sociais como instrumentos de inclusão e transformação econômica.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO:
“MOEDAS SOCIAIS”: A EXPERIÊNCIA QUE DIEGO QUAQUÁ TRANSFORMOU EM LIVRO
Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News — informação com responsabilidade cristã
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