SÉRIE ESPECIAL — ANTHONY GAROTINHO: EXPERIÊNCIA, CORAGEM E COMPROMISSO COM O RIO

Política

EPISÓDIO 7 — SAÚDE PÚBLICA PRÓXIMA DE QUEM MAIS PRECISA

GAROTINHO PROPÕE CENTRAL ÚNICA DE LEITOS, MAIS EXAMES E FORTALECIMENTO DOS HOSPITAIS REGIONAIS

Plano apresenta integração tecnológica do SUS, ampliação de cirurgias, valorização dos profissionais e atendimento especializado mais perto da população

A saúde pública é uma das áreas que mais afetam diretamente a vida das famílias. Para quem aguarda um exame, uma cirurgia ou um leito hospitalar, cada dia de espera pode significar agravamento da doença, sofrimento e insegurança.

No programa apresentado por Anthony Garotinho, a reorganização da saúde aparece entre as principais prioridades para o Estado do Rio de Janeiro. A proposta central é integrar as diferentes redes de atendimento e utilizar a tecnologia para tornar o acesso aos serviços mais rápido, transparente e eficiente.

Uma das medidas previstas é a criação da Central Única de Controle e Gerenciamento de Leitos. O sistema deverá reunir, em uma plataforma pública e atualizada em tempo real, as vagas disponíveis nos hospitais estaduais, municipais, federais e conveniados.

Atualmente, a falta de integração entre as unidades pode dificultar a localização de vagas e prolongar a espera por uma internação. Com uma central única, o objetivo é permitir que os profissionais encontrem o leito adequado com maior rapidez, independentemente de qual esfera de governo administra o hospital.

O plano também propõe a implantação de um prontuário eletrônico unificado. Dessa forma, informações importantes sobre o paciente poderão acompanhar seu atendimento, evitando a repetição desnecessária de procedimentos e oferecendo aos profissionais um histórico mais completo.

As ambulâncias do SAMU e da rede de urgência deverão contar com sistemas de localização e monitoramento. A utilização da tecnologia permitirá acompanhar os deslocamentos, organizar os atendimentos e encaminhar os pacientes para as unidades com capacidade adequada.

Outro compromisso é enfrentar as chamadas filas ocultas. Garotinho propõe padronizar o tempo máximo de espera para internações clínicas, cirurgias e vagas de terapia intensiva, aumentando a transparência da regulação.

Na área de exames e cirurgias eletivas, o programa prevê complementar a capacidade da rede pública por meio do credenciamento de hospitais filantrópicos, universitários e privados. Essas instituições poderão prestar serviços pelo SUS com aporte estadual, ajudando a reduzir a demanda acumulada.

A proposta procura utilizar toda a estrutura hospitalar disponível no estado. Quando uma unidade possui equipamentos e equipes capazes de atender, mas permanece ociosa por falta de contratação ou organização, o cidadão não pode continuar esperando.

A descentralização dos tratamentos especializados também ocupa posição importante no programa. O plano prevê ampliar a oferta de hemodiálise, oncologia, quimioterapia, radioterapia e neurocirurgia na Baixada Fluminense e nas regiões Norte, Noroeste, Serrana e Sul Fluminense.

Muitos pacientes são obrigados a viajar longas distâncias até a capital para realizar tratamentos frequentes. Além do desgaste físico, as viagens geram despesas e dificuldades para as famílias. Levar os serviços especializados para as regiões significa oferecer cuidado mais perto de casa.

Garotinho também propõe protocolos rápidos para o atendimento de casos de infarto e acidente vascular cerebral. Nessas situações, a velocidade do diagnóstico e do tratamento pode representar a diferença entre a recuperação, uma sequela permanente e a perda da vida.

A distribuição de medicamentos é outro eixo do plano. A proposta prevê reativar a rede estadual de Farmácias Populares, com fornecimento regular de remédios essenciais para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas.

Nenhuma estrutura de saúde, entretanto, funciona sem profissionais valorizados. O programa estabelece a realização de concursos públicos regulares para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipes multidisciplinares.

Também está prevista a implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários para os servidores estaduais da saúde. A medida busca fortalecer os vínculos efetivos, reduzir a precarização e reconhecer os profissionais que dedicam suas vidas ao atendimento da população.

Em relação às organizações sociais, Garotinho propõe fiscalização rigorosa dos contratos de gestão, metas de qualidade, transparência financeira e auditorias independentes.

Na atenção básica, o plano defende parceria com as prefeituras dos 92 municípios para ampliar as equipes de Saúde da Família e fortalecer o trabalho dos agentes comunitários.

Centros de telemedicina deverão oferecer apoio aos profissionais que trabalham em localidades distantes dos grandes hospitais. A tecnologia permitirá que médicos do interior consultem especialistas e acompanhem pacientes sem obrigá-los a viajar para a capital.

O programa também prevê ações preventivas voltadas à saúde da mulher, das gestantes, dos idosos e das crianças. Para Garotinho, o sistema público não deve atuar apenas quando a doença já se agravou, mas identificar riscos e oferecer cuidado antecipado.

A proposta apresentada procura construir uma rede verdadeiramente integrada, na qual o cidadão não fique perdido entre hospitais municipais, estaduais e federais. O objetivo é fazer com que a saúde funcione como um único sistema, colocando a vida acima das divisões administrativas.

No próximo episódio, o RCNEWS mostrará as propostas de Anthony Garotinho para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento das vocações produtivas do interior.

Reportagem: Marcelo Rodrigues
Rede Católica News — informação com responsabilidade cristã.

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