Ex-senadora defende maior protagonismo do vice-presidente; assessoria da primeira-dama afirma que ela continuará nos atos eleitorais
Reportagem: Marcelo Rodrigues — RCNEWS
A distribuição de espaço entre Janja da Silva e Geraldo Alckmin tornou-se motivo de divergência na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha no Tocantins, defendeu uma participação maior do vice-presidente e criticou o protagonismo da primeira-dama.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, a cobrança ocorreu em uma reunião de coordenadores da campanha realizada na terça-feira, 6 de outubro, em Brasília.
“Menos Janja e mais Alckmin”, afirmou Kátia, recebendo aplausos dos participantes, conforme o relato publicado pelo jornal.
CRÍTICA CONFIRMADA PUBLICAMENTE
Em entrevista à GloboNews no dia seguinte, Kátia confirmou sua posição e explicou que a avaliação tinha finalidade eleitoral. A ex-senadora afirmou não ter objeções pessoais à primeira-dama, mas considerar necessário aproveitar melhor a experiência de Alckmin.
A cobrança coloca em discussão a estratégia de comunicação adotada pela campanha e o papel de suas principais lideranças neste início de segundo turno.
JANJA MANTÉM PARTICIPAÇÃO
Também segundo a coluna de Bela Megale, Janja teria enviado uma mensagem a Kátia informando que não reduziria sua presença na campanha, com respaldo de Lula. Procurada sobre o episódio, a ex-senadora não confirmou o recebimento da mensagem.
A assessoria da primeira-dama, por sua vez, informou que ela continuará participando das atividades eleitorais e que sua atuação tem o apoio do presidente.
O posicionamento indica que a cobrança por mudanças não resultou, até o momento, em anúncio de redução das agendas de Janja.
DIVERGÊNCIAS SOBRE A ESTRATÉGIA
O episódio revela uma disputa interna sobre como organizar a presença das lideranças nos palanques. Enquanto Kátia defende ampliar o espaço de Alckmin, a equipe de Janja sustenta a continuidade da participação da primeira-dama.
As manifestações mostram que a campanha inicia a nova etapa eleitoral sob cobrança por ajustes na comunicação e na divisão de protagonismo, mantendo como objetivo comum a reeleição de Lula.
RCNEWS — Informação com responsabilidade cristã.
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